Saúde
Ministério aperfeiçoa monitoramento de saúde de crianças indígenas
Saúde
O Ministério da Saúde vai intensificar o acompanhamento da saúde das crianças indígenas. Nesta segunda-feira (19), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) lançou o primeiro módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância. O programa faz parte do Sistema de Atenção à Saúde Indígena, que coleta, gerencia e disponibiliza dados sobre a saúde dessa população.

De acordo com a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, o objetivo é identificar de forma precoce os agravos e doenças prevalentes na infância nos 34 distritos sanitários de saúde indígena de todo o Brasil.
Até então, o sistema não possuía uma área específica para padronizar as informações sobre as crianças. O novo módulo vai permitir que as equipes multidisciplinares que atuam em territórios indígenas registrem informações mais específicas durante os atendimentos.
O monitoramento vai incluir triagem neontal, avaliação dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, rastreio de sinais de risco para transtorno do espectro autista e identificação de situações de vulnerabilidades, incluindo suspeitas de violência.
A Sesai também definiu uma série de campos obrigatórios para garantir que esses dados sejam preenchidos, como a realização e o resultado dos exames do coraçãozinho, do ouvidinho e do pezinho, feitos logo após o nascimento, para identificar problemas de saúde. Essas informações também serão úteis para oferece um histórico mais completo aos profissionais que atenderem a essas crianças posteriormente.
“A sistematização dessas informações em saúde é um eixo totalmente estratégico para o cuidado da infância indígena, pois permite o monitoramento contínuo do crescimento e do desenvolvimento das crianças, mas principalmente a identificação precoce de risco e vulnerabilidades. E com essa análise da situação de saúde, podemos fazer o planejamento de ações mais oportunas e efetivas”, complementou
Saúde
Exercícios físicos contribuem para envelhecimento saudável
Praticar atividades físicas pode ajudar em um envelhecimento mais saudável. É o que defendem especialista neste dia de consciência e combate ao sedentarismo (10). A prática regular pode evitar doenças e garantir mais mobilidade e autonomia ao longo de toda a vida.

Segundo a médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, o sedentarismo está associado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado, além de favorecer a sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e força muscular e que compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.
“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, diz.
Raul Oliveira, professor da graduação de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, complementa que atividades simples do cotidiano, como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar ou até realizar tarefas domésticas, ajudam a preservar a força muscular, a mobilidade das articulações, o equilíbrio e a coordenação, fatores essenciais para a independência nas atividades diárias, como tomar banho, se vestir e locomover.
A atividade física desempenha ainda papel relevante na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.
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Segundo os especialistas algumas das consequências do sedentarismo, sentidas principalmente por pessoas idosas são:
Perda de massa muscular
A falta de movimento acelera a perda de massa e força muscular. Com menos músculos, o idoso perde autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, levantar da cadeira ou carregar objetos.
Aumento do risco de quedas
Fraqueza muscular e piora do equilíbrio aumentam a instabilidade ao caminhar. O sedentarismo reduz reflexos e coordenação, elevando significativamente o risco de quedas e fraturas.
Rigidez articular e dor crônica
Articulações que não se movimentam perdem mobilidade e flexibilidade. Isso favorece dores persistentes, limitação de movimentos e piora de quadros como artrose.
Declínio da memória e da cognição
O cérebro também precisa de estímulo. A atividade física melhora a circulação cerebral, contribui para a manutenção das funções cognitivas e ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo.
Osteoporose e fraturas
Sem estímulo do movimento, os ossos perdem densidade e ficam mais frágeis. Isso aumenta o risco de quedas evoluírem para fraturas, especialmente de quadril e coluna.
Aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado
O sedentarismo dificulta o controle da glicose, da pressão arterial e das gorduras no sangue, favorecendo o surgimento ou a piora dessas doenças.
Piora do padrão do sono
A falta de atividade física reduz a regulação do ciclo sono–vigília, favorecendo insônia, o sono fragmentado e a sensação de descanso insuficiente.
Maior risco de ansiedade e depressão
O movimento estimula substâncias ligadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina. Sem esse estímulo, há maior vulnerabilidade ao humor deprimido e à ansiedade.
Piora da imunidade e maior risco de infecções
A inatividade contribui para um sistema imunológico menos eficiente, deixando o organismo mais suscetível a infecções respiratórias e outras doenças.
Complicações gastrointestinais
A falta de movimento reduz o estímulo natural do intestino, tornando o trânsito intestinal mais lento e favorecendo o intestino preso.
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