ÚLTIMOS SEIS ANOS
Cridac atendeu mais de 592 mil pessoas com deficiência em Mato Grosso
Nesta terça-feira (03), é celebrado o Dia Internacional da Luta da Pessoa com Deficiência
Saúde
O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), referência em reabilitação à pessoa com deficiência em Mato Grosso, realizou 592.111 procedimentos de reabilitação nos últimos seis anos. De janeiro a setembro deste ano, a unidade, que é gerida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 133.511 procedimentos.
Além disso, nestes seis anos, foram cedidos 10.377 aparelhos auditivos e 5.654 cadeiras de rodas, sendo 1.404 aparelhos auditivos e 873 cadeiras de rodas somente em 2024.
Nesta terça-feira (03.12), é comemorado o Dia Internacional da Luta da Pessoa com Deficiência. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou a importância da atuação do Cridac no atendimento de pacientes de todo o estado.
“O atendimento do Cridac aos pacientes com deficiência em Mato Grosso é extremamente importante por contribuir para a qualidade de vida dessas pessoas. Contamos com uma estrutura mais moderna graças ao investimento feito pelo Governo do Estado e, sem dúvidas, buscamos um ambiente cada vez mais acolhedor para os nossos pacientes”, disse o secretário.
Localizado no Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá, o Cridac passa por uma reforma de modernização. O investimento do governo para a melhoria do local foi de R$ 20 milhões.
O objetivo da obra é proporcionar uma infraestrutura de excelência, resultando na melhoria dos atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade administrada pela SES é referência no diagnóstico e atendimento especializado pelo SUS há 48 anos.
A diretora da unidade, Suely Souza Pinto, ressaltou a importância da modernização do espaço para continuar atendendo com qualidade e eficiência os pacientes da forma como eles merecem.
“Nossos profissionais são capacitados para proporcionar assistência integral aos pacientes e essa modernização do espaço auxilia na qualidade dos serviços, desde a entrega de materiais como próteses, aparelhos auditivos, cadeiras de rodas, até a emissão de laudos. Os pacientes assistidos são acompanhados em cada fase do processo”, concluiu a diretora.
Saúde
Um em cada 10 agentes penitenciários teve diagnóstico de depressão
Pelo menos 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros tiveram diagnósticos de depressão, aponta pesquisa realizada com 22,7 mil profissionais da área entre 2022 e 2024 em todo o país.

Outros dados relacionados à saúde mental divulgados nesta semana pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram, por exemplo, que 20,6% afirmaram ter transtorno de ansiedade, além de haver 4,2% com relatos de transtorno de pânico.
Os dados foram organizados na pesquisa Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro, que teve parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o governo federal, os mais de 100 mil servidores penitenciários brasileiros desempenham uma função estratégica para a segurança pública, embora muitas vezes invisibilizada.
>> Veja aqui a íntegra da pesquisa
Os organizadores da pesquisa reconhecem que os resultados evidenciam desafios vivenciados pelos servidores, relacionados ao ritmo intenso de trabalho e às exigências emocionais e físicas da atividade.
No entanto, o levantamento mostra também que 15,9% dos servidores estão “muito satisfeitos” com o trabalho enquanto 59,3% se dizem “satisfeitos” com as atividades desenvolvidas. Ao mesmo tempo, a maioria (50,7%) entende que a sociedade poucas vezes reconhece o valor do trabalho, enquanto 33% “nunca” se sentem reconhecidos.
Doenças físicas
Em relação às doenças físicas, os agentes penitenciários destacaram problemas como obesidade (12,5% dos servidores), hipertensão (18,1%) e doenças ortopédicas (12,3% dos casos).
Diante dos números, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, apontou a necessidade de urgência de políticas estruturadas de cuidado para a categoria, de acordo com o que divulgou o governo federal. Ele considera que esses profissionais sustentam uma estrutura essencial para a segurança pública e tiveram necessidades ignoradas.
“A partir deste diagnóstico, consolidamos um compromisso: aprimorar as ações já iniciadas, ampliar o cuidado e garantir que cada servidor tenha as condições necessárias para exercer sua função com dignidade e qualidade”, afirmou o secretário em nota.
O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, avaliou que é necessário implementar políticas de cuidado que impactam diretamente o bem-estar, a valorização e o desempenho dos servidores.
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