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Conheça sinais que podem ser percebidos horas ou dias antes de um AVC
Especialistas lembram que, embora o AVC seja mais frequente em pessoas acima de 55 anos, pode ocorrer em qualquer idade
Saúde
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido, resultando em danos neurológicos que podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte.
O quadro é grave e urgente, mas, muitas vezes, o paciente começa a sentir alguns sintomas horas ou dias antes de o AVC acontecer de fato. Saber reconhecer o acidente com antecedência é essencial para evitar os efeitos da condição a longo prazo.
O quadro é grave e urgente, mas, muitas vezes, o paciente começa a sentir alguns sintomas horas ou dias antes de o AVC acontecer de fato. Saber reconhecer o acidente com antecedência é essencial para evitar os efeitos da condição a longo prazo.
Uma pesquisa de 2020 publicada no The Journal of Headache and Pain observou que, em 14,7% dos casos de AVC isquêmico, os pacientes experimentaram pelo menos uma dor de cabeça na semana anterior ao AVC. Entre os tipos de dor registrados, destacaram-se cefaleias tensionais, enxaquecas e dores em trovoada, todas descritas como potenciais sinais de alerta.
O neurologista Maciel Pontes, do Hospital de Base do Distrito Federal, complementa que, embora nem todas as dores de cabeça estejam associadas ao AVC, uma dor súbita, intensa e incomum deve ser considerada um alerta, principalmente se vier acompanhada de outros sintomas como náuseas, visão dupla ou alterações na consciência.
Ataque Isquêmico Transitório (AIT)
O AIT, conhecido como “mini-AVC”, ocorre quando um coágulo bloqueia temporariamente o fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral. De acordo com Pontes, os sintomas incluem dificuldade de fala, perda de visão em um dos olhos e fraqueza em um dos lados do corpo.
“Estes sinais, que duram poucos minutos, são importantes alertas, pois indicam um risco elevado de AVC nas próximas horas ou dias”, alerta. Cerca de 30% dos casos de AVC isquêmico são precedidos por um AIT, reforçando a importância de procurar ajuda médica imediatamente.
Outros sintomas incluem:
- Dificuldade de compreensão;
- Desorientação súbita;
- Perda de equilíbrio;
- Alterações súbitas de comportamento ou confusão.
“Esses sintomas, embora incomuns, também indicam alterações neurológicas e devem ser levados a sério”, diz o neurologista.
Reconhecimento rápido do AVC
O cardiologista Rafael Côrtes, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, aponta a importância da sigla “SAMU” para reconhecer os sinais de que o AVC está acontecendo de maneira simples:
- S (Sorriso): peça à pessoa para sorrir e observe se um dos lados do rosto parece caído ou assimétrico;
- A (Abraço): peça para levantar os dois braços; se um deles cair ou tiver fraqueza, é um sinal de alerta;
- M (Música): solicite que a pessoa diga uma frase ou cante uma música; observe se a fala está embaralhada ou difícil de entender;
- U (Urgente): em caso de qualquer um dos sintomas, ligue imediatamente para o SAMU (192), pois o atendimento rápido é crucial para salvar vidas e reduzir sequelas.
O que é um AVC
O neurocirurgião vascular Waihrich explica que o AVC é considerado qualquer distúrbio súbito da circulação cerebral, seja por uma interrupção do fluxo ou pela ruptura de um vaso, que leva a um sangramento no órgão.
Existem dois tipos de AVC mais comuns. O isquêmico, que resulta do bloqueio de uma artéria, e o hemorrágico, que é causado por um sangramento cerebral. As causas do derrame são diversas, incluindo doenças vasculares e cardiovasculares, como hipertensão arterial e problemas cardíacos, além de diabetes, colesterol elevado, tabagismo e sedentarismo.
“Esses são os principais fatores de risco, e é importante lembrar que eles se acumulam ao longo da vida, aumentando as chances de ter o acidente com o passar dos anos. A cada década após os 60 anos, por exemplo, o risco de AVC praticamente dobra”, afirma Waihrich.
Pontes complementa lembrando que, embora o AVC seja mais frequente em pessoas acima de 55 anos, ele pode ocorrer em qualquer idade, especialmente em quem possui os fatores de risco.
Hábitos para reduzir o risco de derrame
1. Alimentação saudável: evitar alimentos gordurosos e ricos em gorduras saturadas e trans, que podem contribuir para a formação de placas nas artérias. Além disso, controlar o consumo de sal é importante para manter a pressão arterial em níveis saudáveis.
2. Prática regular de exercícios físicos: ajuda a controlar o peso, reduzir a pressão arterial e melhorar os níveis de glicose e colesterol.
3. Abandonar o tabagismo: “Parar de fumar é essencial, pois o tabagismo danifica as artérias e aumenta o risco de doenças cardiovasculares”, afirma o cardiologista Rafael.
4. Moderação no consumo de álcool: o uso excessivo de bebidas alcoólicas pode elevar a pressão e prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos.
5. Acompanhamento médico regular: consultas periódicas são essenciais para controlar fatores como pressão alta, diabetes, colesterol e para a detecção de placas de gordura nos vasos e arritmias.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/saude/sinais-percebidos-dias-horas-antes-avc
Saúde
Um em cada 10 agentes penitenciários teve diagnóstico de depressão
Pelo menos 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros tiveram diagnósticos de depressão, aponta pesquisa realizada com 22,7 mil profissionais da área entre 2022 e 2024 em todo o país.

Outros dados relacionados à saúde mental divulgados nesta semana pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram, por exemplo, que 20,6% afirmaram ter transtorno de ansiedade, além de haver 4,2% com relatos de transtorno de pânico.
Os dados foram organizados na pesquisa Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro, que teve parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o governo federal, os mais de 100 mil servidores penitenciários brasileiros desempenham uma função estratégica para a segurança pública, embora muitas vezes invisibilizada.
>> Veja aqui a íntegra da pesquisa
Os organizadores da pesquisa reconhecem que os resultados evidenciam desafios vivenciados pelos servidores, relacionados ao ritmo intenso de trabalho e às exigências emocionais e físicas da atividade.
No entanto, o levantamento mostra também que 15,9% dos servidores estão “muito satisfeitos” com o trabalho enquanto 59,3% se dizem “satisfeitos” com as atividades desenvolvidas. Ao mesmo tempo, a maioria (50,7%) entende que a sociedade poucas vezes reconhece o valor do trabalho, enquanto 33% “nunca” se sentem reconhecidos.
Doenças físicas
Em relação às doenças físicas, os agentes penitenciários destacaram problemas como obesidade (12,5% dos servidores), hipertensão (18,1%) e doenças ortopédicas (12,3% dos casos).
Diante dos números, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, apontou a necessidade de urgência de políticas estruturadas de cuidado para a categoria, de acordo com o que divulgou o governo federal. Ele considera que esses profissionais sustentam uma estrutura essencial para a segurança pública e tiveram necessidades ignoradas.
“A partir deste diagnóstico, consolidamos um compromisso: aprimorar as ações já iniciadas, ampliar o cuidado e garantir que cada servidor tenha as condições necessárias para exercer sua função com dignidade e qualidade”, afirmou o secretário em nota.
O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, avaliou que é necessário implementar políticas de cuidado que impactam diretamente o bem-estar, a valorização e o desempenho dos servidores.
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