CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

Política

Relator classifica CPI da Saúde na Assembleia como “ação eleitoreira”

Publicado em

Política


Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Beto Dois a Um (União), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), classificou como “lacração eleitoreira” a CPI da Saúde, instalada para investigar possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023, com foco em contratos firmados durante a pandemia de covid-19.

Segundo o parlamentar, a comissão teria motivação eleitoral e não seria necessária. “Acho, sinceramente, que não há necessidade dessa CPI. Acho que ela tem um formato extremamente eleitoral. Sou um cara que não gosta dessas lacrações eleitorais, de ações eleitoreiras que prejudicam a gestão”, afirmou.

Apesar das críticas, Beto integra a CPI como membro titular e disse que pretende contribuir para que os trabalhos sejam conduzidos com equilíbrio. “Fiz questão de me colocar à disposição para participar da CPI. Cheguei a pedir para ser relator e tive o voto dos colegas para isso, para que a gente possa ter bom senso no trato dessa CPI”, declarou.

A comissão é presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD) e também conta com a participação dos parlamentares Janaina Riva (MDB) e Chico Guarnieri (PRD). Como suplentes foram indicados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB). O prazo inicial de funcionamento é de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

As investigações apuram suspeitas de irregularidades em licitações e contratos para prestação de serviços médicos durante a pandemia. Entre os indícios estão fraudes em contratações de médicos plantonistas, possível formação de cartel entre empresas e internações em UTIs sem necessidade clínica. A Justiça já determinou o bloqueio de cerca de R$ 35 milhões em bens de investigados.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Moraes autoriza visitas de aliados a Bolsonaro; viúvo de deputada de MT está na lista

Publicados

em


Conteúdo/ODOC – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba uma série de visitas no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Entre os nomes liberados está o empresário Thiago dos Santos Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros (PL), cuja visita foi marcada para o dia 25 de abril, das 8h às 10h.

A autorização consta em decisão assinada por Moraes nesta segunda-feira (9) e estabelece um calendário com diferentes visitas de aliados políticos ao longo do mês de abril. O pedido para que Boava fosse incluído na lista partiu do próprio Bolsonaro.

Empresário do setor rural com atuação em Campo Novo do Parecis (396 km de Cuiabá), Thiago Boava ganhou projeção política após a morte de Amália Barros. A ex-parlamentar era considerada uma das pessoas mais próximas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nos bastidores, Boava passou a atuar como interlocutor de Bolsonaro em Mato Grosso, levando informações sobre o cenário político do estado. Ele também participou da aproximação entre o então vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o grupo político do ex-presidente.

Além do empresário mato-grossense, Moraes também autorizou visitas de outras lideranças políticas ligadas ao PL e a partidos aliados. Entre elas estão o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).

O cronograma definido pelo STF prevê as seguintes visitas:

4 de abril (sábado): Bruno Scheid, pecuarista e pré-candidato ao Senado por Rondônia

8 de abril (quarta-feira): Caroline de Toni, deputada federal (PL-SC)

11 de abril (sábado): Jorginho Mello, governador de Santa Catarina

15 de abril (quarta-feira): Luciano Zucco, deputado federal (PL-RS)

18 de abril (sábado): Ricardo Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo

22 de abril (quarta-feira): Rodrigo Valadares, deputado federal (União-SE)

25 de abril (sábado): Thiago dos Santos Boava, empresário

A movimentação ocorre em meio às articulações políticas para as eleições de 2026. Nos últimos dias, Bolsonaro tem intensificado os contatos com aliados.

No último sábado (7), por exemplo, o ex-presidente recebeu na Papuda a visita do senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou ter saído do encontro com o apoio de Bolsonaro para disputar o governo de Mato Grosso.

Na decisão, Moraes determinou que o 19º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança do Complexo Penitenciário da Papuda, seja comunicado sobre a autorização das visitas. O ministro também ordenou a intimação dos advogados do ex-presidente e o envio de ciência à Procuradoria-Geral da República.

“Dê-se ciência da presente decisão ao 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. Intimem-se os advogados regularmente constituídos, inclusive por meios eletrônicos. Ciência à Procuradoria-Geral da República. Publique-se”, registra trecho da decisão assinada em Brasília.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA