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Política

Presidente da Câmara de VG se retrata após citar tratamento de saúde de secretária

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Política


Conteúdo/ODOC – O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), divulgou nota nesta quinta-feira (26) em que se retrata após mencionar, em plenário, o tratamento de saúde da secretária municipal de Comunicação, Paola Carlini. A declaração ocorreu durante sessão realizada na última terça-feira (24) e gerou repercussão negativa.

Na tribuna, ao questionar um contrato de R$ 1,5 milhão firmado pela Secretaria de Comunicação, Cerqueira afirmou que convocaria a gestora para prestar esclarecimentos sobre a destinação dos recursos a uma empresa. Durante a fala, o vereador mencionou que a secretária estaria enfrentando problemas de saúde, inclusive tratamento oncológico, e reforçou que, apesar da situação, ela deveria comparecer à Casa de Leis para prestar esclarecimentos.

Após a repercussão, o presidente da Câmara afirmou, por meio de nota, que não teve a intenção de ofender ou desqualificar a secretária, destacando que Paola é uma profissional respeitada, com mais de 20 anos de experiência. Segundo ele, a referência ao tratamento ocorreu porque a própria gestora já havia apresentado justificativa anterior relacionada à saúde na Casa.

No entanto, Cerqueira reconheceu que posteriormente foi informado de que a condição de saúde não era de conhecimento público, nem mesmo familiar, e por isso pediu desculpas pela exposição. Ele declarou que se retrata de qualquer interpretação que tenha sido considerada ofensiva.

Na mesma manifestação, o presidente ressaltou que o papel do vereador é receber denúncias e apurá-las. Segundo ele, a convocação teve como objetivo permitir que a secretária apresentasse esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo a pasta, incluindo questionamentos sobre a empresa mencionada em plenário. A Câmara informou que as apurações seguem em andamento e que, após a conclusão, os fatos serão detalhados.

Cerqueira também afirmou ser sensível a questões relacionadas a enfermidades, mencionando que enfrenta situação semelhante em sua família, e destacou a importância do respeito à privacidade e à dignidade das pessoas.

A repercussão levou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso a publicar nota de protesto e solidariedade à secretária. A entidade classificou como desnecessária a associação entre o tratamento de saúde da profissional e questionamentos administrativos, apontando que a retórica adotada foi inadequada.

O sindicato também esclareceu que a empresa citada pelo vereador, LOGUS Propaganda Ltda., possui sede formal em Cuiabá e participação em processo licitatório da Prefeitura de Várzea Grande.

Até o momento, a secretária não se manifestou publicamente sobre o pedido de retratação.



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Jayme critica articulações para 2026: “montaram um fazendão para decidir tudo”

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Conteúdo/ODOC – O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a subir o tom contra articulações políticas em torno da sucessão do governador Mauro Mendes (União) e afirmou que só Deus o faz desistir de disputar o governo de Mato Grosso em 2026. A declaração foi dada neste sábado (7), durante ato de filiação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, ao Podemos, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Ao falar com a imprensa, Jayme criticou o que classificou como decisões tomadas por “cúpulas” políticas no estado e afirmou que pretende construir sua candidatura com apoio popular.

“Eu não faço política com cúpula. Eu faço política respeitando a população, sobretudo o cidadão mais carente”, disse o senador.

Sem citar diretamente nomes, Jayme também criticou articulações de bastidores sobre a definição de candidaturas majoritárias para as próximas eleições.

“Montaram uma empresa neste Estado, como se fosse um fazendão, para decidir quem vai ser governador, quem vai ser senador e quem vai ser o vice”, declarou.

A fala ocorre em meio ao cenário político em que o governador Mauro Mendes já manifestou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como possível candidato à sucessão no Palácio Paiaguás.

Jayme também fez críticas ao modelo de funcionamento previsto para o Hospital Central, obra considerada uma das principais apostas do atual governo estadual na área da saúde.

“Não quero construir um hospital moderno aqui em Mato Grosso, que seja o melhor do Brasil, mas de porta fechada, que só funciona de forma regulada. Nós queremos um hospital de porta aberta 24 horas por dia”, afirmou.

Apesar do cenário político ainda em formação, o senador disse acreditar que sua pré-candidatura começa a ganhar força nas pesquisas de intenção de voto.

“A última pesquisa que eu fiz mostra que Jayme Campos já está começando a subir, a ultrapassar outros candidatos. Daqui a 15 dias pode colocar o Jayme encostando em 35% dos votos”, afirmou.



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