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Política

MT tem baixo número de doação de órgãos e Jayme Campos propõe verba para campanhas

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Em discurso da tribuna do Senado Federal, o senador Jayme Campos (União-MT) anunciou nesta quarta-feira, 23, a apresentação de um projeto de lei que destina 5% das verbas de propaganda institucional do Governo Federal para financiar campanhas permanentes de conscientização sobre a doação de órgãos. A proposta chega em um momento crítico para o estado de Mato Grosso, que registra o mais alto índice de recusa familiar do país.

A proposta integra as atividades do ‘Setembro Verde’, mês de incentivo à doação de órgãos. Jayme Campos destacou a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) na área de transplantes – responsável por mais de 90% dos procedimentos no país –, mas alertou para a disparidade entre o número de pacientes na fila e a quantidade de doações realizadas.

“Todos sabemos o quanto o SUS é uma referência internacional em transplante de órgãos e tecidos. É um orgulho para todos nós brasileiros. Porém, há um longo caminho para avançarmos” – ele afirmou, ao ressaltar que “educar deve ser, sim, um dos focos principais dos gastos da União com publicidade”.

Enquanto o Brasil registrou um recorde histórico de mais de 30 mil transplantes realizados em 2024, o número de doadores efetivos caiu em relação a 2023. Nacionalmente, 45% das famílias brasileiras recusaram a doação de órgãos de um ente querido potencialmente doador. No entanto, o senador chamou a atenção para a situação específica de Mato Grosso, onde a taxa de recusa familiar chega a 70%, um patamar considerado “extremamente alto” pelo parlamentar.

“Em Mato Grosso, a taxa alcança 70% de recusa – uma cifra extremamente alta quando comparada a países como a Espanha, onde as negativas variam entre 8% e 10%” – comparou.

Jayme Campos atribuiu o problema, em grande medida, à falta de informação e de diálogo familiar. Segundo ele, pouca gente sabe, por exemplo, que um único doador pode beneficiar até 27 pessoas. “Esse é um dado poderoso, que precisa chegar ao conhecimento de todos os brasileiros” – argumentou.

O projeto de lei, de acordo com o parlamentar mato-grossense, tem um “objetivo pedagógico”. A ideia é usar parte dos recursos já previstos para publicidade governamental em campanhas educativas que “desmistifiquem a doação de órgãos, esclareçam dúvidas, removam preconceitos e incentivem a conversa dentro das famílias”. Campos ressaltou que a iniciativa não cria nova despesa para os cofres públicos, apenas redireciona uma parcela da verba existente para uma “aplicação mais responsável e socialmente justa”.

“Educar deve ser, sim, um dos focos principais dos gastos da União com publicidade. As campanhas públicas de saúde são instrumentos fundamentais para esclarecer dúvidas” – defendeu.

Na defesa da proposta, Jayme Campos convocou demais senadores a apoiarem a causa, classificando a doação de órgãos como “um gesto de grandeza, de generosidade e de humanidade”. A aprovação projeto, segundo ele, pode ser decisiva para “oferecer a milhares de brasileiros que hoje aguardam na fila a chance de uma nova vida”.



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Júlio Campos vê cenário duro para Flávio Bolsonaro contra Lula em 2026

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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Júlio Campos (União) avaliou que uma eventual pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República enfrentará um cenário eleitoral difícil. Segundo ele, a disputa contra o presidente Lula, que deve tentar a reeleição, tende a ser dura.

Para o parlamentar, apenas o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, não será suficiente para garantir competitividade. Júlio destacou que Lula entra em vantagem por estar no exercício do poder.

Na avaliação do deputado, o presidente se beneficia da máquina pública e de estratégias políticas voltadas principalmente à população de baixa renda. “Não é fácil derrotar um presidente no exercício do poder, ainda mais um presidente que sabe fazer política como Lula, e que não mede as consequências em fazer as vantagens, em antecipar a compra do voto. É bolsa isto, bolsa aquilo, isenção disso, isenção daquilo”.

Questionado sobre a força eleitoral de Flávio Bolsonaro, Júlio afirmou que o senador ainda precisa se apresentar melhor ao eleitorado para ampliar sua base de apoio. Ele também ressaltou que a união da direita será fundamental para equilibrar a disputa. “A direita unida tem chance de disputar de igual para igual, mas desunida poderá não ter o sucesso esperado”.

O deputado lembrou que, em 2022, mesmo com a direita unificada em torno da reeleição de Jair Bolsonaro, o grupo não conseguiu vencer Lula. Ainda assim, afirmou que o atual governo enfrenta dificuldades, o que pode influenciar o cenário de 2026. “O governo também não está tão bem avaliado. Ainda na última pesquisa, a maioria da população não está de acordo com o atual governo, com as medidas que ele tem tomado, mas eleição é eleição”.



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