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Lula quer expulsar produtores e transformar o Pantanal em santuário, afirma deputado

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Conteúdo/ODOC – O deputado federal José Medeiros (PL) fez duras críticas às propostas ambientais defendidas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e por integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discutem a ampliação de áreas de reserva no Pantanal. Segundo o parlamentar, as medidas podem comprometer a atividade pecuária e provocar a saída de produtores tradicionais da região.

Na avaliação de Medeiros, as propostas partem de uma visão distante da realidade local e desconsideram a relação histórica entre a produção rural e a preservação ambiental no bioma. Ele afirmou que a criação de gado sempre esteve presente no Pantanal e integra a base econômica e cultural da região, sem causar prejuízos ao equilíbrio ambiental.

O deputado afirmou que setores do governo federal tratam o Pantanal como uma área intocável, ignorando a presença secular das populações locais. Segundo ele, há uma tentativa de transformar o bioma em uma espécie de santuário, o que, na prática, significaria afastar os pantaneiros de suas terras. Para Medeiros, muitas das decisões são tomadas por pessoas que não conhecem a região e a observam apenas a partir de uma visão idealizada, semelhante à de documentários.

O parlamentar também ressaltou que o Pantanal concentra áreas de grande valor ambiental, mas abriga regiões produtivas como outras partes do país. Ele defendeu que a ocupação humana nunca representou ameaça ao ecossistema e que a convivência entre preservação e produção sempre foi uma característica do bioma.

Ao rebater críticas direcionadas à pecuária, Medeiros destacou ainda o papel do gado na redução do risco de incêndios. Segundo ele, a ausência da atividade favorece o crescimento excessivo da vegetação, o acúmulo de matéria orgânica e o aumento do material inflamável, o que contribui para a propagação do fogo. Para o deputado, a presença do rebanho ajuda a reduzir esse risco e deve ser considerada nas discussões ambientais.



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Jayme critica articulações para 2026: “montaram um fazendão para decidir tudo”

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Conteúdo/ODOC – O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a subir o tom contra articulações políticas em torno da sucessão do governador Mauro Mendes (União) e afirmou que só Deus o faz desistir de disputar o governo de Mato Grosso em 2026. A declaração foi dada neste sábado (7), durante ato de filiação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, ao Podemos, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Ao falar com a imprensa, Jayme criticou o que classificou como decisões tomadas por “cúpulas” políticas no estado e afirmou que pretende construir sua candidatura com apoio popular.

“Eu não faço política com cúpula. Eu faço política respeitando a população, sobretudo o cidadão mais carente”, disse o senador.

Sem citar diretamente nomes, Jayme também criticou articulações de bastidores sobre a definição de candidaturas majoritárias para as próximas eleições.

“Montaram uma empresa neste Estado, como se fosse um fazendão, para decidir quem vai ser governador, quem vai ser senador e quem vai ser o vice”, declarou.

A fala ocorre em meio ao cenário político em que o governador Mauro Mendes já manifestou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como possível candidato à sucessão no Palácio Paiaguás.

Jayme também fez críticas ao modelo de funcionamento previsto para o Hospital Central, obra considerada uma das principais apostas do atual governo estadual na área da saúde.

“Não quero construir um hospital moderno aqui em Mato Grosso, que seja o melhor do Brasil, mas de porta fechada, que só funciona de forma regulada. Nós queremos um hospital de porta aberta 24 horas por dia”, afirmou.

Apesar do cenário político ainda em formação, o senador disse acreditar que sua pré-candidatura começa a ganhar força nas pesquisas de intenção de voto.

“A última pesquisa que eu fiz mostra que Jayme Campos já está começando a subir, a ultrapassar outros candidatos. Daqui a 15 dias pode colocar o Jayme encostando em 35% dos votos”, afirmou.



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