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“Jayme está tocando isso sozinho”, diz Botelho sobre pré-candidatura ao governo sem aval do UB

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Conteúdo/ODOC – O senador Jayme Campos tem se movimentado para viabilizar uma pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2026 sem, até o momento, reunir formalmente o União Brasil para discutir o projeto. A avaliação é do deputado estadual Eduardo Botelho, que falou sobre o assunto em entrevista concedida na quarta-feira (14).

Segundo Botelho, a conversa mais recente com o senador ocorreu no último sábado (10), quando ele cobrou uma definição clara sobre os planos políticos de Jayme. De acordo com o parlamentar, hoje o partido não tem informações oficiais sobre qual caminho o senador pretende seguir.

Botelho relatou que destacou a importância de Jayme apresentar suas intenções diretamente à legenda, para que a discussão interna seja iniciada. Conforme o deputado, atualmente as informações chegam mais pela imprensa do que por diálogo dentro do partido, o que gera incertezas sobre se o objetivo é disputar o governo ou manter o mandato no Senado.

Ainda conforme Botelho, o senador admitiu que, até agora, tem feito um trabalho individualizado. Jayme estaria percorrendo municípios do interior, mantendo contato com prefeitos, vereadores e lideranças locais, sem a participação de outros integrantes do União Brasil nas agendas políticas. A expectativa, segundo o deputado, é que essa conversa com o partido comece a ser feita a partir do mês de abril.

Questionado sobre a possibilidade de Jayme deixar a legenda caso não consiga viabilizar sua candidatura, Botelho afirmou que o senador descartou essa hipótese e garantiu que não pretende sair do União Brasil.

A disputa pelo Palácio Paiaguás é um projeto antigo de Jayme Campos, mas enfrenta resistências dentro do próprio partido. O governador Mauro Mendes, principal liderança da sigla no estado, já reconheceu publicamente a legitimidade da pretensão do senador, mas declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.

Além de Jayme, outros nomes já aparecem no cenário como pré-candidatos ao governo em 2026, entre eles o senador Wellington Fagundes, o próprio Otaviano Pivetta e a ex-deputada federal Natasha Slhessarenko, pelo PSD.



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MDB de MT assina manifesto contra aliança com Lula e caminhará com a direita; veja documento

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O MDB de Mato Grosso assinou, junto com outros 17 diretórios estaduais, um manifesto nacional que pede à direção da sigla liberdade para que cada estado construa suas próprias alianças nas eleições presidenciais. No estado, porém, a posição já está definida e o partido caminhará com partidos e lideranças de direita.

A posição foi confirmada pela presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, que afirmou que a decisão do diretório mato-grossense leva em consideração pautas consideradas prioritárias para o estado.

“Aqui já tomamos uma decisão clara de que vamos dialogar com partidos e lideranças de direita que defendam um projeto de país que respeite Mato Grosso, garanta segurança jurídica no campo e enfrente de verdade a violência contra mulheres e crianças, com punição dura para quem comete esse tipo de crime”, afirmou.

Em ofício encaminhado à direção nacional do MDB, o diretório de Mato Grosso reforçou a posição contrária a uma aliança com o Partido dos Trabalhadores e pediu que o partido convoque uma reunião da executiva nacional para deliberar sobre o tema. O documento afirma que a maioria dos diretórios estaduais e dos convencionais da sigla compartilha da mesma avaliação política. 

Segundo ela, o manifesto nacional assinado pelos diretórios estaduais defende justamente que o MDB respeite as diferentes realidades políticas do país e permita que cada estado construa seu próprio arco de alianças.

“Assinei o documento pedindo a liberação de todos os diretórios para que cada Estado construa seu arco de alianças. E isso sendo feito, cada Estado vai fazer sua composição. O nosso presidente de partido apoia o Tarcísio, elegeu o Ricardo Nunes em São Paulo com o Bolsonaro no palanque com o 15 pregado no peito. Então não acreditem nesse discurso daqueles que querem ser xerifes ideológicos e escolher que partido é de esquerda e que partido é de direita”, disse.

O manifesto reúne lideranças do MDB de diferentes regiões do país e pede que a direção nacional da sigla garanta autonomia aos diretórios estaduais na definição das alianças para a disputa presidencial. A argumentação apresentada é de que o partido, pela sua própria história, sempre respeitou a pluralidade interna e as diferentes realidades políticas regionais.



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