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Deputada participa de Pacto Nacional contra o Feminicídio

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Em resposta à escalada alarmante da violência de gênero no Brasil que registra, em média, quatro feminicídios por dia, o Governo Federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário uniram forças esta semana em um gesto institucional sem precedentes: a assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

Única parlamentar de Mato Grosso presente à cerimônia, Gisela Simona acredita que a ação é um claro reconhecimento de que a violência contra mulheres e meninas desvela uma crise estrutural que não pode mais ser enfrentada por ações isoladas.

Para a deputada federal, a iniciativa é histórica, pois é o primeiro instrumento formal de cooperação entre os Três Poderes, no enfrentamento de forma coordenada a violência letal contra mulheres no país. Assim, não representa um acordo simbólico, mas uma estratégia para salvar vidas. “Este pacto é um farol de esperança e um compromisso de ação concreta para garantir que o Brasil se livre dessa chaga que ceifa vidas e perpetua o medo”, afirmou Gisela.

Líder da bancada feminina do União Brasil, na Câmara dos Deputados, a parlamentar igualmente ressaltou que o pacto traz à tona a necessidade de um investimento social sério e contínuo para enfrentar práticas machistas e misóginas, que se traduzem em violência cotidiana e culminam, tragicamente, em feminicídios. Ao ainda reafirmar a importância de fortalecer a cultura de proteção e de responsabilização dos agressores, combatendo a impunidade que ainda permeia muitos casos no Brasil.

Batizado com o lema “Todos por Todas”, o acordo tem como pilares principais a prevenção da violência, a proteção efetiva das vítimas, a responsabilização ágil dos agressores e a garantia de direitos para mulheres em situação de vulnerabilidade. Assim, entre as mudanças práticas previstas estão a aceleração no cumprimento de medidas protetivas, reduzindo o intervalo entre a denúncia e a resposta do Estado; a integração das redes de atendimento, evitando falhas no acolhimento; e o fortalecimento de ações educativas permanentes voltadas à prevenção da violência.

Ao comemorar a ação, Gisela Simona destaca que o enfrentamento ao feminicídio exige não apenas medidas repressivas, mas investimento social consistente para romper padrões culturais que naturalizam a violência contra a mulher. Segundo ela, a articulação entre os Poderes amplia a capacidade do Estado de agir com rapidez, reduzindo a impunidade e fortalecendo mecanismos de proteção.

“A criação de um sistema permanente de monitoramento das ações, com participação de instituições de justiça e acompanhamento público dos resultados, é um dos avanços mais relevantes dos últimos tempos, consolidando um compromisso institucional de longo prazo, capaz de transformar a luta contra o feminicídio em política de Estado. Sobretudo, podendo colocar fim à uma chaga que nos últimos anos está permanentemente aberta”.

Para a deputada, transformar compromissos em resultados concretos é o caminho para interromper o ciclo de violência e assegurar às mulheres brasileiras o direito fundamental à vida e à segurança.

Dados recentes do sistema de justiça evidenciam a urgência dessa mobilização. Em 2025, a Justiça brasileira julgou 15.453 casos de feminicídio — média de 42 por dia — e concedeu mais de 621 mil medidas protetivas. No mesmo período, o serviço Ligue 180 registrou cerca de 425 denúncias diárias de violência contra a mulher. Para a parlamentar, esses números reforçam a necessidade de ações integradas que garantam proteção efetiva antes que a violência evolua para a morte.



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Jayme critica articulações para 2026: “montaram um fazendão para decidir tudo”

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Conteúdo/ODOC – O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a subir o tom contra articulações políticas em torno da sucessão do governador Mauro Mendes (União) e afirmou que só Deus o faz desistir de disputar o governo de Mato Grosso em 2026. A declaração foi dada neste sábado (7), durante ato de filiação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, ao Podemos, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Ao falar com a imprensa, Jayme criticou o que classificou como decisões tomadas por “cúpulas” políticas no estado e afirmou que pretende construir sua candidatura com apoio popular.

“Eu não faço política com cúpula. Eu faço política respeitando a população, sobretudo o cidadão mais carente”, disse o senador.

Sem citar diretamente nomes, Jayme também criticou articulações de bastidores sobre a definição de candidaturas majoritárias para as próximas eleições.

“Montaram uma empresa neste Estado, como se fosse um fazendão, para decidir quem vai ser governador, quem vai ser senador e quem vai ser o vice”, declarou.

A fala ocorre em meio ao cenário político em que o governador Mauro Mendes já manifestou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como possível candidato à sucessão no Palácio Paiaguás.

Jayme também fez críticas ao modelo de funcionamento previsto para o Hospital Central, obra considerada uma das principais apostas do atual governo estadual na área da saúde.

“Não quero construir um hospital moderno aqui em Mato Grosso, que seja o melhor do Brasil, mas de porta fechada, que só funciona de forma regulada. Nós queremos um hospital de porta aberta 24 horas por dia”, afirmou.

Apesar do cenário político ainda em formação, o senador disse acreditar que sua pré-candidatura começa a ganhar força nas pesquisas de intenção de voto.

“A última pesquisa que eu fiz mostra que Jayme Campos já está começando a subir, a ultrapassar outros candidatos. Daqui a 15 dias pode colocar o Jayme encostando em 35% dos votos”, afirmou.



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