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Polícia Civil deflagra segunda fase de operação contra fornecedores de drogas com alvos em MT, RJ, RN e DF
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As ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) e são cumpridas no Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e Pontes e Lacerda, além das cidades do Rio de Janeiro (RJ), Planaltina (DF) e Natal (RN).
Nesta segunda fase, além do tráfico de drogas, o foco é atingir o patrimônio dos investigados que for adquirido por meio das atividades ilícitas. Das ordens judiciais expedidas e em cumprimento, onze são mandados de prisão preventivas dos investigados.
A partir da primeira fase da operação, deflagrada em junho de 2023, apurou-se que um investigado do Distrito Federal abastecia uma rede de contatos que atuam na distribuição de drogas em Cuiabá e região. Nesta primeira etapa foram apreendidas porções de drogas variadas e objetos que materializaram as condutas de tráfico e associação para o tráfico.
O principal investigado da primeira fase, identificado como “Escocês”, foi preso na operação, porém foi colocado em liberdade provisória poucos dias depois, voltando de imediato à atividade criminosa de venda de drogas. A atuação ilícita foi prontamente identificada pela equipe de investigação, que passou a acompanhar a movimentação de todo o grupo.
Em trabalho detalhado e técnico da equipe de investigação da DRE, foi possível a qualificação e identificação de outros investigados, além da apuração de suas participações na comercialização de drogas sintéticas, espécies variadas de maconha geneticamente modificadas. Durante as investigações também foram identificadas inúmeras transações financeiras suspeitas entre os investigados.
O nome da operação é referência ao principal suspeito que se intitulava, desde a primeira fase, como “o Escocês”.
Apoio operacional
Além dos policiais da DRE, a operação contou com apoio das unidades da Diretoria de Atividades Especiais: GCCO, GOE, Deccor, Defaz, Dema e Polinter, das equipes da Delegacia de Pontes e Lacerda, Delegacia Regional de Tangará da Serra. Fora do estado, os trabalhos contaram com apoio da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) do Distrito Federal, Denarc/Natal (Polícia Civil do Rio Grande do Norte) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Polícia Civil do Rio de Janeiro.![]()
Polícia
Operação mira facção por tráfico e lavagem de dinheiro em Cuiabá e VG e bloqueia R$ 10 milhões
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Integrate para cumprimento de 35 ordens judiciais com foco na desarticulação de uma facção criminosa envolvida com a criação de empresas de fachada com o fim de fomentar o tráfico de drogas, lavagem de capitais com movimentações milionárias e outros crimes conexos.
São cumpridos na operação, seis mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão, 20 sequestros de bens e contas bancárias no valor de R$ 10 milhões, movimentados de forma incompatível com a renda declarada dos investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital com base em investigações da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
Desarticulação do grupo criminoso
As investigações iniciaram com o desdobramento de um inquérito policial da Derf Cuiabá, após uma tentativa de roubo a uma propriedade rural em dezembro de 2022, que identificou a atuação de envolvidos no tráfico de drogas, sendo as informações encaminhadas para a Denarc.
Com o avanço das investigações, a equipe da Denarc levantou novas informações que revelaram uma estrutura criminosa articulada, com vínculos com uma facção criminosa e evidências de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e interpostas pessoas, utilização de nome falso para abertura de empresas e transferências para terceiros.

Diante dos elementos, o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, representou pela com autorização para bloqueio de valores/bens dos envolvidos com limite de R$ 10 milhões de reais do grupo criminoso, além da prisão preventiva dos envolvidos.
Integrate
O nome operação foi escolhido por refletir o caráter integrado da atuação policial, que uniu esforços entre diferentes unidades especializadas, promovendo sinergia investigativa e otimização de recursos.
A operação fundamenta a importância da cooperação institucional como instrumento essencial para o êxito das investigações e a produção de resultados concretos em benefício da sociedade.
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