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Polícia

Celulares ocultos revelam tática de blindagem na comunicação de grupo envolvido em fraudes fiscais

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Polícia


As investigações da Operação CNPJ na Cela, deflagrada na última terça-feira (3) pelo Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (Cira-MT), revelaram que o grupo investigado empregava táticas sofisticadas para ocultar provas e segmentar a comunicação, dificultando o rastreamento policial.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão reforça as investigações que indicam a atuação estruturada do grupo, que operava de forma profissional em um esquema de fraudes fiscais envolvendo supostas transações de comércio de grãos.

As investigações, conduzidas em inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), apontaram a existência de um esquema de fraude fiscal baseado no uso de cadastros e documentação formalmente regular para simular capacidade operacional inexistente, com indicação de contador como responsável técnico.

Também foram identificados indícios de participação de integrantes de facção criminosa. Entre as estratégias de blindagem na comunicação, os investigados agiam com rodízio de linhas telefônicas entre seus integrantes.

Nas buscas realizadas em um dos endereços em Rondonópolis, ligado ao principal articulador do esquema, foram localizados três aparelhos celulares novos, que se encontravam desligados. Os dispositivos não estavam juntos, mas espalhados em pontos distintos e estratégicos da residência, propositalmente escondidos.

Somente após uma busca minuciosa e detalhada no imóvel foi possível localizar os equipamentos, que estavam camuflados para passar despercebidos em uma vistoria superficial.

Em outro endereço em Rondonópolis, a tática de multiplicidade de canais utilizada pelo grupo se repetiu. Durante as buscas na residência de um segundo alvo da operação, as equipes localizaram e apreenderam cinco aparelhos celulares.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, João Paulo Firpo Fontes, destacou que posse simultânea de tal quantidade de dispositivos por um único investigado é um forte indício da prática conhecida como “rodízio de linhas”, utilizada por facções e grupos criminosos.

“O fato de os celulares estarem desligados, serem novos e, no caso do alvo principal, estarem deliberadamente escondidos e espalhados pela casa, evidenciaram o dolo da conduta, demonstrando clara consciência da ilicitude. É uma tática típica de quem vive do crime e tenta a todo custo apagar seus rastros”

O delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, destacou a importância técnica das apreensões realizadas durante a operação, que serão fundamentais para o avanço das investigações. “Os aparelhos, agora apreendidos, passarão por perícia forense. Acreditamos que a análise dos dados extraídos revelará a teia de contatos e a hierarquia do grupo”, afirmou.



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Mais um membro de bando que furtou R$ 25 mil em canetas emagrecedoras de farmácia em VG é preso

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Mais um criminoso, suspeito de integrar uma quadrilha especializada em furtos de medicamentos emagrecedores em farmácias da região metropolitana, foi preso pela Polícia Civil, na noite de quarta-feira (5), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).

Em menos de uma semana, este é o segundo suspeito preso por envolvimento nos furtos, dando apoio logístico aos criminosos. Confira mais detalhes sobre a outra prisão aqui.

As diligências que levaram a prisão do suspeito iniciaram após os policiais da Derf-VG serem comunicados sobre o furto mediante arrombamento, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (4),em uma farmácia no Centro Sul em Várzea Grande.

Na ação criminosa, os suspeitos invadiram o estabelecimento e subtraíram valores em dinheiro e medicamentos de alto custo, dentre os quais, canetas emagrecedoras, avaliadas em mais de R$ 25 mil.

Ainda segundo informações, antes de praticar o furto na farmácia em Várzea Grande, os mesmos suspeitos teriam tentado invadir outra drogaria, no bairro Goiabeiras em Cuiabá, porém desistiram após o disparo do alarme do estabelecimento.

Com base nas informações passadas e imagens colhidas no local de crime, foi possível constatar que, pelo menos três criminosos participaram da ação, sendo que um deles estava em posse de arma de fogo, demonstrando que o grupo estava preparado para atuar em uma possível situação de roubo.

Com avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar o veículo utilizado pelos criminosos, tanto no furto consumado em Várzea Grande, quanto na tentativa de furto em Cuiabá. O veículo pertencente a uma locadora estava locado, desde dezembro de 2025, para o integrante do grupo criminoso preso na ação.

Com a identificação do suspeito, também foi possível constatar que ele foi responsável por dar apoio logístico ao furto, levando os comparsas aos locais e permanecendo nas imediações, com o intuito de auxiliar na fuga e avisar os colegas em caso de alguma aproximação da Polícia.

Em continuidade às diligências, os investigadores da Derf-VG conseguiram localizar o suspeito, que foi encontrado em posse do veículo utilizado no crime. Ao ser abordado pelos policiais, ele tentou resistir a prisão e jogou o celular no chão, para quebrá-lo, com intuito de impedir acesso dos policiais às provas.

Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado, fraude processual, desobediência e resistência, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes, o preso é um criminoso contumaz na prática de furtos qualificados, que investe na parte logística da ação, alugando veículos para atuar nos crimes. “Fica claro a gravidade dos crimes, não só pelo prejuízo patrimonial às empresas, mas risco à saúde pública, pois os medicamentos furtados não podem ser acondicionados de maneira irregular ou vendidos sem prescrição médica”, explicou a delegada.

As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros integrantes do grupo criminoso.



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