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Xerox: quando a falta não foi de tecnologia, mas de networking

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Quando falamos em fracassos estratégicos, poucos casos são tão emblemáticos quanto o da Xerox. Essa gigante inventou o mouse, a interface gráfica, o touchscreen e até os ícones que usamos até hoje. E mesmo assim, ficou conhecida apenas como “a empresa das copiadoras”.

Nos anos 1990, a Xerox dominava 90% do mercado de copiadoras. Dentro do PARC, seu laboratório em Palo Alto, mais de 500 cientistas criavam o futuro da computação. O problema? A liderança da empresa acreditava que tudo tinha de servir apenas às copiadoras. Enquanto isso, Apple e Microsoft, com muito menos recursos, transformaram essas mesmas ideias em produtos que mudaram o mundo.

A Xerox não perdeu por falta de tecnologia. Perdeu por falta de networking estratégico. Não criou pontes com o mercado, não transformou seus cientistas em parceiros de negócio e não construiu alianças que poderiam ter mudado sua história.

Imagine se, naquela época, ela tivesse feito um “collab” com a Apple, uma joint venture com a Microsoft ou mesmo uma rede de parcerias com as startups que estavam surgindo no Vale do Silício. A interface gráfica poderia ter chegado ao mercado com o selo Xerox, e não pela mão de Steve Jobs. O Windows poderia ter nascido de uma conexão entre Bill Gates e os inventores do PARC, e não como um “aproveitamento” das ideias esquecidas.

Outro exemplo: a empresa tinha 75% das patentes de jato de tinta, mas não acreditava que famílias e pequenos escritórios comprariam impressoras próprias. Faltou se conectar com os consumidores e entender essa nova realidade. Quem acreditou, construiu impérios. Quem se fechou, ficou para trás.

Para piorar, a Xerox manteve uma gestão engessada, com contratos inflexíveis que afastaram clientes estratégicos, como o Banco do Brasil. Se tivesse cultivado relacionamentos mais próximos, ajustado propostas e praticado a verdadeira escuta, poderia ter mantido a confiança e evitado a fuga de clientes.

No final das contas, a Xerox não foi derrotada pela inovação, foi derrotada pelo isolamento. No mundo dos negócios, não vence quem inventa sozinho, mas quem sabe se conectar, compartilhar e transformar inovação em valor por meio de parcerias e redes inteligentes. A Xerox inventou o futuro. Só esqueceu de fazer networking com ele.

Mário Quirino é especialista em Desenvolvimento Humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso



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A vida se renova quando decidimos recomeçar

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Ao final de cada dia, quase sempre nos perguntamos se fizemos o suficiente. O amanhã chega carregando respostas silenciosas, construídas a partir das escolhas que fizemos, das palavras que dissemos e daquelas que preferimos guardar.

Viver é um exercício contínuo de observação interior. Quando reconhecemos nossos limites, também descobrimos possibilidades. Os projetos que não avançaram ensinam tanto quanto os que deram certo, pois revelam onde precisamos ajustar o rumo.

Muitas vezes somos duros conosco. Um único erro passa a ocupar um espaço maior do que todas as pequenas conquistas do dia. Esse desequilíbrio emocional nos afasta da própria essência e nos impede de perceber que crescer é um processo, não um evento isolado.

O autoconhecimento nasce quando aprendemos a olhar a vida com mais honestidade e menos julgamento. Recomeçar, nesse contexto, não é voltar ao início, mas seguir adiante com mais consciência.

É nesse movimento interno que surgem novas energias, capazes de transformar a forma como caminhamos e, sobretudo, como nos enxergamos.

Wilson Carlos Fuah é escritor, cronista e graduado em Ciências Econômica



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