Opinião
Mato Grosso além do Agronegócio
Opinião
Sempre digo que os números do agronegócio de Mato Grosso são motivo de orgulho mundial. No entanto, meu compromisso como homem público é garantir que essa riqueza alcance o cotidiano das famílias que lutam por visibilidade.
Meu trabalho na Assembleia Legislativa é guiado por um propósito claro: humanizar a gestão pública para que ninguém se sinta invisível diante do Estado. Porque queremos um Mato Grosso forte economicamente e justo socialmente.
Neste 2 de abril, meu olhar se volta com especial atenção às pessoas com deficiências ocultas, o autismo, o TDAH, a ansiedade, a depressão e a epilepsia.
Condições que nem sempre os olhos percebem de imediato, mas que as famílias vivenciam intensamente em cada desafio da rotina. São batalhas diárias travadas em silêncio, muitas vezes sem o reconhecimento e o suporte que merecem.
O TDAH, com suas características de desatenção, impulsividade e hiperatividade, nos desafia a repensar nossas formas de ensino e produtividade. A ansiedade e a depressão são condições clínicas que exigem escuta qualificada, acolhimento e acesso a tratamento especializado.
O autismo nos ensina novas e fascinantes formas de perceber o mundo. Não são limitações intransponíveis, são características da diversidade humana que precisam de um Estado presente, sensível e acolhedor.
Na educação, minha luta é pela inclusão plena. Não basta o aluno estar matriculado; ele precisa ser compreendido em sua individualidade. A ALMT aprovou projeto de minha autoria que cria um sistema de monitoramento das políticas de inclusão na rede estadual, com relatórios semestrais e participação direta das famílias no processo educacional.
Queremos que cada criança com deficiência oculta tenha o suporte necessário para florescer e desenvolver suas habilidades únicas. A família precisa ter a certeza de que o Estado é seu aliado nessa jornada.
Tenho orgulho de ter sido um dos construtores da política que originou o programa Ser Família. Hoje, continuo atuando para ampliar seu alcance em favor das famílias invisíveis, aquelas que enfrentam o impacto de um diagnóstico sem o devido amparo de informações ou serviços.
Garantir acesso a tratamentos multidisciplinares, promover o respeito e assegurar dignidade a essas famílias é um compromisso que assumo diariamente.
No campo, o projeto PECCAR, Política Estadual de Combate ao Crime em Área Rural, reforça a segurança do produtor e sua família. Nas cidades, nossas leis de inclusão garantem dignidade a quem enfrenta batalhas silenciosas.
O objetivo é sempre o mesmo: que cada cidadão saiba que seu esforço é valorizado e sua condição é respeitada por todos.
Mato Grosso é um gigante, e meu compromisso é trabalhar para que cada mato-grossense sinta que este Estado é, verdadeiramente, a terra das oportunidades e do acolhimento. Seguimos juntos, ouvindo cada voz e transformando desafios em soluções reais e humanas.
Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assemebleia Legislativa de Mato Grosso
Opinião
O Subterrâneo
Cada vez mais vejo que o mundo nos parece de modo parcial. A cada escolha há um componente de incerteza. O planejamento é plástico. A vida não oferece uma razão final para as coisas.
Somos lançados no mundo, Amigo Leitor. Não nascemos com um manual, um alvo ou uma missão predefinida. Agimos sem garantias, erramos muito mais que acertamos. Viver é ir por coordenadas não estáveis.
Por tudo isso, a vida é tão fugidia. Muitas coisas têm aparição efêmera; o que vemos quase sempre desaparece. O que ganha forma sobre a terra seca tem vida rápida: depois, inevitavelmente, fenece.
Mas alguma coisa fica. O subterrâneo persiste. Há algo escondido que continua vivo. E, muitas vezes, quero escrever apenas o instante em que o eterno rasga o efêmero.
Ora!. As circunstâncias exteriores não podem substituir as de ordem interior. Já me disseram que sentimos as asas quando não fazemos mais esforço para voar.
A vida tem recusa clara sobre a ideia de que ela possa ser resolvida por arranjos externos. Nenhuma mudança de cenário substitui a tarefa íntima de lidar consigo mesmo.
As coisas de fora têm sua importância, mas não tem poder de criar sentido, paz, identidade, liberdade… quando o interior está em desordem. Podem aliviar, distrair ou até disfarçar o vazio por um tempo, mas não o transformam.
Quando não há dentro, mesmo as melhores circunstâncias se tornam insuficientes. Presentes as coisas de dentro, a pessoa pode atravessar condições adversas sem se perder inteiramente. A expectativa de que o exterior resolva o interior é ilusão, coisa inventada. O de fora pode apoiar, mas não pode fundar; pode ter, mas não ser; pode favorecer, mas não salvar.
O interior não funciona por delegação, mandato ou procuração. Não admite substituto, representante, seja o que for!. Isso que faz muitos se contorcerem em inquietação só pode ser atravessado por dentro. A vida pode ser até auxiliada de fora, mas só pode ser decidida por dentro. E dentro é lugar onde, inevitavelmente, estamos sozinhos – e responsáveis.
A dimensão interior da vida exige trabalho silencioso; ela quer o subterrâneo, Amigo Leitor!. O subterrâneo!.
Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro – promotor de Justiça
-
Cidades6 dias atrásCRAS e CCI funcionam neste sábado em Cuiabá; confira onde buscar atendimento
-
Cidades8 horas atrásPeixe a R$ 25 segue até 12h desta sexta em Cuiabá
-
Cidades4 dias atrásAlunos do IFMT acompanham sessão no STF e vivenciam os Três Poderes
-
Cidades6 dias atrásOperação VEM DIESEL identifica aumento sem justificativa e autua postos em Cuiabá
-
Cidades5 dias atrásFeira Cultural do Japão chega ao último dia com shows, concursos e celebração
-
Polícia2 dias atrásPolícia derruba esquema que usava empresa de transporte em MT para o tráfico de drogas
-
Cidades2 dias atrásEstado decreta ponto facultativo a partir de 13h desta quinta-feira e retoma expediente na segunda
-
Política2 dias atrásNovo secretário terá missão de aumentar a arrecadação sem elevar impostos no estado
