Opinião
Educação em Movimento!
Opinião
Uma nação só alcançará o verdadeiro sucesso quando seus gestores públicos, nas esferas federal, estadual e municipal, compreenderem que a educação pública é a base do futuro do país.
É a partir dela que se constroem os resultados desejados em termos de desenvolvimento econômico, social e cultural.
Ao abordar a educação pública, direito garantido pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), é imprescindível que as ações de governo sigam rigorosamente as normas legais, assegurando transparência, publicidade e moralidade na gestão pública.
Quebrando paradigmas, o estado de Mato Grosso tem se destacado na vanguarda da educação brasileira.
Esse avanço é resultado do trabalho conjunto do governador Mauro Mendes, do vice-governador Otaviano Pivetta e do grande secretário de Educação Alan Porto, que têm implementado políticas públicas inovadoras e eficazes.
Mato Grosso, estado sui generis quando o assunto é educação, tem avançado graças à implantação de políticas públicas que incluem escolas militares e cívico-militares. Esse modelo tem obtido grande êxito, sobretudo porque sua adoção ocorre mediante ampla consulta à população, garantindo adesão e apoio social.
As redes sociais tornaram-se hoje um dos principais canais de divulgação das medidas adotadas pelo governo estadual.
Recentemente, o governador Mauro Mendes e o grande secretário Alan Porto divulgaram um vídeo relatando a expressiva aceitação popular à implantação das escolas cívico-militares em diversas regiões do estado.
Os números apresentados são realmente impressionantes. Após a última consulta pública, realizada em 66 escolas de 28 municípios, Mato Grosso passou a contar com 170 unidades escolares no modelo cívico-militar.
Vale lembrar que, até 2019, quando Mauro Mendes assumiu o governo, não existia nenhuma escola desse tipo no estado.
Desde então, os resultados têm sido surpreendentes, refletindo-se tanto nos índices educacionais quanto na formação dos jovens. As escolas cívico-militares têm promovido valores como disciplina, respeito e responsabilidade, contribuindo diretamente para a melhoria do aprendizado e para a formação de cidadãos mais conscientes.
Lício Antônio Malheiros é jornalista, articulista e geógrafo
Opinião
Proteger a vida das mulheres é uma responsabilidade do Estado
O Dia Internacional da Mulher não pode ser apenas uma data de homenagens. Ele precisa ser, antes de tudo, um momento de reflexão sobre a realidade que milhares de brasileiras ainda enfrentam todos os dias. Infelizmente, os números mais recentes mostram que a violência contra a mulher continua sendo uma das mais graves feridas sociais do país.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025. O aumento foi de 4,7% em relação ao ano anterior. O dado mais alarmante revela que oito em cada dez assassinatos são cometidos por parceiros ou ex-companheiros. Em muitos casos, o lugar mais perigoso para uma mulher ainda é dentro da própria casa.
A maioria dos crimes ocorre na residência da vítima e quase metade é cometida com objetos comuns, como facas. Isso mostra que o feminicídio não é um ato isolado. Ele é, na maioria das vezes, o resultado final de um ciclo prolongado de violência, ameaças e agressões.
Como procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados, tenho buscado transformar essa preocupação em ações concretas. Ao longo do último ano, representei o Brasil em encontros internacionais do BRICS para levar ao debate global a realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras. Também percorremos diferentes estados por meio da Procuradoria Itinerante, apoiando vereadoras na criação de Procuradorias da Mulher em seus municípios.
Somente em Mato Grosso e sob minha gestão, a Procuradoria auxiliou na implantação de mais de 50 Procuradorias da Mulher, ampliando a rede institucional de acolhimento e encaminhamento de denúncias. Esse trabalho é essencial porque a presença dessas estruturas nos municípios facilita o acesso das vítimas à orientação jurídica, ao acolhimento e ao encaminhamento das denúncias.
Também tenho buscado fortalecer parcerias com instituições como o Tribunal Superior Eleitoral, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, com o objetivo de ampliar a proteção institucional às mulheres e combater diferentes formas de violência, incluindo a violência política.
No Supremo Tribunal Federal cobrei que o governo federal apresente planos concretos e eficazes de enfrentamento à violência contra a mulher. Não basta reconhecer o problema. É preciso agir com seriedade, planejamento e compromisso.
Campanhas de conscientização como Agosto Lilás, Outubro Rosa e Banco Vermelho também têm papel importante ao chamar a atenção da sociedade para o problema. No entanto, campanhas precisam caminhar ao lado de políticas públicas consistentes, estrutura de atendimento e aplicação rigorosa da lei.
Enfrentar a violência significa punir o agressor. Prevenir significa acolher e proteger a vítima. Esse é o caminho para salvar vidas. Neste Mês da Mulher, mais do que celebrar conquistas, precisamos reafirmar um compromisso coletivo. Nenhuma mulher deve viver com medo dentro da própria casa. Proteger a vida das mulheres é uma responsabilidade de todos, mas sobretudo do Estado. E essa responsabilidade não pode esperar.
Coronel Fernanda é deputada federal e Procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados
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