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Como a alimentação pode transformar a saúde do coração e da vida

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Quando pensamos em tratamento de doenças, geralmente nos vêm à mente remédios, exames e consultas médicas. Mas a ciência vem mostrando que existe um “medicamento” poderoso, acessível e, muitas vezes, esquecido: a comida.

Nos últimos anos, surgiu um movimento chamado “Food Is Medicine” (Comida é Remédio). A ideia é simples, mas revolucionária: usar a alimentação não apenas para prevenir doenças, mas também como parte do próprio tratamento médico.

O impacto da má alimentação:

Hoje sabemos que a má qualidade da dieta é uma das principais causas de morte cardiovascular no mundo. Estima-se que quase metade das mortes por problemas cardíacos nos Estados Unidos esteja ligada ao que se coloca no prato?.

O consumo exagerado de ultraprocessados, açúcar, gorduras ruins e sal, somado à baixa ingestão de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, contribui para doenças como:

• Hipertensão

• Diabetes tipo 2

• Obesidade

• Infartos e AVCs

Além disso, a falta de acesso a alimentos saudáveis (a chamada insegurança alimentar) aumenta ainda mais o risco de complicações de saúde, especialmente em populações mais vulneráveis.

Como funciona o “Comida é Remédio”?

Esse conceito se traduz em programas dentro do sistema de saúde que integram a alimentação ao tratamento clínico. Alguns exemplos:

• Refeições personalizadas: pratos preparados de acordo com a condição do paciente (por exemplo, menos sal para hipertensos ou menos carboidrato refinado para diabéticos).

• Cestas ou kits saudáveis: entrega de alimentos selecionados por nutricionistas para que o paciente prepare em casa.

• Prescrição de hortifrúti: médicos e nutricionistas oferecem “receitas” que dão direito a frutas e verduras subsidiadas em feiras e mercados.

Esses programas muitas vezes incluem também educação alimentar e culinária, ajudando as pessoas a aprender a cozinhar de forma saudável e prática.

Resultados que a ciência já mostra:

Estudos recentes indicam que os programas de “Comida é Remédio” trazem benefícios reais:

• Melhora da qualidade da alimentação (aumento do consumo de frutas, verduras e grãos integrais).

• Redução da pressão arterial em hipertensos.

• Queda da glicemia em pacientes com diabetes.

• Diminuição de visitas a emergências e internações, reduzindo custos para o sistema de saúde.

• Mais qualidade de vida, com melhora da energia, da disposição e até da saúde mental.

Em outras palavras, alimentar-se bem pode ser tão eficaz quanto um remédio em muitos casos e sem os efeitos colaterais.

Equidade em saúde

Um ponto central desse movimento é a justiça social. Nem todos têm acesso fácil a alimentos frescos e nutritivos. Ao levar frutas, legumes e refeições adequadas para populações de baixa renda, o “Comida é Remédio” não só trata doenças, mas também reduz desigualdades em saúde.

O que isso significa para você

Mesmo sem participar de um programa oficial, você já pode aplicar esse conceito no dia a dia:

1. Inclua mais cores no prato: quanto mais frutas e verduras, melhor.

2. Prefira alimentos de verdade: arroz, feijão, peixes, castanhas, azeite, ovos.

3. Reduza ultraprocessados: biscoitos, refrigerantes, embutidos.

4. Converse com seu médico: pergunte sobre como a alimentação pode fazer parte do seu tratamento.

Conclusão

A medicina do futuro não será feita apenas de comprimidos e cirurgias. Ela passa pela mesa de jantar.

O movimento “Comida é Remédio” mostra que, ao unir ciência, sistema de saúde e nutrição, é possível prevenir doenças, tratar condições já instaladas e promover mais anos de vida saudável.

Porque, no fim das contas, a comida certa, na medida certa, pode ser o remédio mais poderoso que temos.

Dr. Max Wagner de Lima é Cardiologista | Criador do Protocolo ROTINA?Alta performance, longevidade e medicina personalizada



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A força que emprega e arrecada

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Hoje afastando um pouco do meu labor, mas como um curioso e neófito historiador, fiquei muito feliz em saber e passar a conhecer um pouco da história do Comércio de Mato Grosso que dista o inicio do Século XVIII, até ao nosso período atual, demonstrando a grandeza do nosso pujante Estado de Mato Grosso, Estado esse que possuí um PIB superior a muitos países.

O desenvolvimento de Mato Grosso é uma engrenagem complexa, principalmente após a “Marcha para o Oeste”-, nos Anos de 1970 em diante, mas que encontrou no Sistema FECOMÉRCIO/MT — por meio da atuação integrada com SESC e SENAC — um de seus motores mais potentes e humanizados.

Ao analisarmos o atual cenário estadual, percebemos que esta instituição não apenas lidera os índices econômicos, mas compreendeu que o verdadeiro sucesso de uma gestão se mede pela capacidade de transformar riqueza em bem-estar social.

A base dessa transformação é sólida e indiscutível. O setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo carrega hoje a responsabilidade e o orgulho de ser o maior empregador do Estado de Mato Grosso, abrindo as portas do mercado de trabalho e garantindo o sustento de milhares de famílias.

Essa força laboral impulsiona uma engrenagem financeira que coloca o sistema também no topo do ranking como o setor que mais arrecada impostos para os cofres públicos. É, portanto, uma liderança dupla e estratégica: o sistema é quem mais gera oportunidades e quem mais contribui financeiramente para a estrutura do Estado.

No entanto, a frieza dos números econômicos se dissipa quando observamos o retorno humano desse investimento. Toda essa potência de arrecadação e empregabilidade se converteu, recentemente, em um marco histórico através do braço social do SESC: a realização de mais de 30 mil atendimentos odontológicos.

Esse número impressionante simboliza muito mais do que estatísticas de saúde; representa trinta mil sorrisos restaurados, dores aliviadas e dignidade devolvida a trabalhadores e cidadãos que encontraram, na estrutura do sistema, um acolhimento de excelência que muitas vezes não está disponível em outras esferas.

Diante disso, é preciso reconhecer e elogiar o ciclo virtuoso estabelecido pela FECOMÉRCIO/MT. O comércio gera o emprego, a atividade econômica gera a arrecadação recorde, e a gestão eficiente do sistema devolve esses recursos à sociedade em forma de saúde e cuidado.

Parabenizamos a instituição por provar que é possível ser um gigante na economia estadual e, com a mesma intensidade, ser imenso na solidariedade e no cuidado com a nossa gente.

Diante de tamanha efetividade, fica o convite – e, por que não, o desafio – para que outros órgãos de classe e entidades associativas enxerguem no exemplo da FECOMÉRCIO/MT um norte a ser seguido.

É fundamental que as demais instituições que representam setores produtivos compreendam que a representatividade política e os benefícios institucionais que auferem devem vir acompanhados de uma contrapartida social robusta.

Devolver à população uma parte do que se conquista não é apenas um ato de nobreza, mas um dever de quem prospera com o desenvolvimento do estado. Se cada setor replicasse essa lógica de reverter resultados em serviços diretos ao cidadão, construiríamos uma sociedade muito mais Justa e equilibrada.

Yale Sabo Mendes é juiz, mestrando em Ciência Política, e um pouco de historiador neófito



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