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A pergunta que mais ouvi na semana…

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Para que não fiquem dúvidas: estive na inauguração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso , (IFMT) de Várzea Grande porque essa obra não começou ontem e muito menos nasceu de conveniências políticas.

Ela é resultado de mais de dez anos de luta, de acompanhamento permanente, de articulações difíceis e da destinação de milhões de reais em emendas parlamentares para que o projeto não fosse abandonado ao longo do caminho. Não se trata de ideologia.

Trata-se de compromisso com a educação e com Mato Grosso. Educar é colocar nossa gente em primeiro lugar. Sou um senador de direita, com posições claras e coerentes. Nunca escondi isso. Mas também nunca coloquei disputas políticas acima dos interesses da minha gente.

Quando uma obra é boa para o estado, quando gera oportunidades, emprego, formação profissional e desenvolvimento, eu estarei presente, sim, independentemente de quem esteja no governo. A presença do ministro da Educação, Camilo Santana, na inauguração é institucional.

A obra é fruto de um trabalho contínuo do meu mandato e da soma de esforços de outros parlamentares que acreditaram nesse projeto. Misturar isso com oportunismo político é desconhecer, ou fingir desconhecer, a história dessa construção. Minha base estudantil foi a escola pública em Rondonópolis.

Procurem os arquivos da Sagrado Coração de Jesus para ver se me encontram lá. Depois, ingressei na Escola Técnica de São Vicente. Justamente por experiência própria, sei o quanto o ensino profissional transforma vidas, abre portas e cria perspectivas reais para jovens e trabalhadores.

Foi assim comigo — e será com muitos mato-grossenses cheios de sonhos. Por isso, ao longo da minha trajetória, sempre tratei a educação como prioridade. Foi assim na luta pela descentralização e fortalecimento da Universidade Federal de Mato Grosso, garantindo ensino superior em regiões como Sinop e Barra do Garças, e é assim agora com o IFMT de Várzea Grande. 

Esse campus nasce com uma vocação clara para o futuro. Fico especialmente entusiasmado com o primeiro curso de Inteligência Artificial do Brasil, que coloca Mato Grosso na vanguarda da formação tecnológica, e com o curso de Arquitetura em período noturno, pensado naqueles que trabalham durante o dia e não podem abrir mão da qualificação.

Durante mais de uma década, atuei para destravar recursos, garantir continuidade às obras e evitar que esse sonho se perdesse em meio à burocracia e às mudanças de governo. Educação não pode parar a cada eleição.

Educação exige visão de longo prazo, responsabilidade e persistência. Estar na inauguração do IFMT de Várzea Grande é, para mim, um ato de coerência. É olhar para trás e ver que o esforço valeu a pena. É olhar para frente e saber que milhares de jovens terão oportunidades que antes não existiam. 

Educação não é pauta de governo ou de oposição.Educação é desenvolvimento, oportunidade e dignidade.E quando o assunto é o futuro de Mato Grosso, meu lado sempre foi e sempre será o do povo. 

Wellington Fagundes  é senador por Mato Grosso pelo PL



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Fecomércio-MT: 68 anos a serviço de Mato Grosso

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No dia 9 de fevereiro, a Fecomércio Mato Grosso completa 68 anos de atuação em defesa do setor que mais gera empregos, renda e oportunidades em nosso estado. É uma data que convida à celebração, mas, sobretudo, à reflexão sobre o papel que desempenhamos até aqui e os caminhos que precisamos trilhar adiante.

Falo como presidente da Fecomércio-MT, mas também como alguém que acredita profundamente na força do trabalho coletivo. Ao longo dessas quase sete décadas, a Federação consolidou-se como a principal representante dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em Mato Grosso, um setor plural, dinâmico e essencial para o desenvolvimento econômico e social do estado.

A Fecomércio é o braço institucional desse sistema, atuando na defesa de interesses, no diálogo com os poderes constituídos e na proposição de soluções para melhorar o ambiente de negócios. Mas nossa atuação vai muito além.

Contamos com braços sociais igualmente fundamentais: o Sesc, voltado para a família comerciária, promovendo cultura, lazer, saúde, assistência social e educação; e o Senac, referência em qualificação profissional, preparando trabalhadores e empresários para os desafios de um mercado em constante transformação.

Nos últimos oito anos, desde que eu e minha diretoria assumimos a condução do Sistema Fecomércio-MT, essas instituições cresceram de forma significativa e ganharam ainda mais relevância dentro do estado. Esse crescimento não foi apenas numérico, mas territorial e social, alcançando regiões antes pouco atendidas e ampliando o impacto positivo de nossas ações.

A Fecomércio intensificou os serviços oferecidos aos empresários, como a assistência jurídica especializada, benefícios inovadores como a telemedicina e o desconto em energia solar compartilhada, além de programas estratégicos como o Renalegis.

Esse programa atua de forma permanente junto aos Legislativos municipais e ao Legislativo estadual, acompanhando projetos de lei que possam prejudicar o setor e, principalmente, propondo alternativas e soluções que fortaleçam o comércio.

Os números do Sesc e do Senac ajudam a dimensionar essa expansão. O Sesc saltou de pouco mais de 300 colaboradores no início da nossa gestão para mais de 1.200 atualmente. O Senac passou de 144 para mais de 900 colaboradores. Esse aumento foi consequência direta da ampliação de projetos e serviços em todo o território mato-grossense. Hoje, o Sesc conta com 22 unidades fixas e 6 unidades móveis, enquanto o Senac possui 15 unidades fixas e atende todos os municípios do estado por meio de parcerias.

Tudo isso se justifica pela enorme relevância do comércio e dos serviços para Mato Grosso. Somos responsáveis por cerca de 975 mil empregos no estado, sendo 62% ligados ao comércio e aos serviços. Da arrecadação de ICMS prevista para 2025, estimada em R$ 25 bilhões, 49% têm origem nesse setor. Das 528 mil empresas existentes, 64% pertencem ao comércio e aos serviços. Esses números reforçam nossa responsabilidade e também o tamanho dos desafios que temos pela frente.

O momento exige atenção e mobilização. A reforma tributária está chegando e trará impactos profundos para empresários e consumidores. Soma-se a isso a necessidade urgente de uma reforma administrativa que torne o País mais eficiente e justo. Teremos obstáculos a vencer, mas acredito que, unidos, saberemos enfrentá-los com diálogo, técnica e equilíbrio.

Celebrar 68 anos da Fecomércio-MT é reconhecer o passado, valorizar o presente e assumir, com responsabilidade, o compromisso com o futuro. Seguiremos trabalhando juntos, defendendo quem empreende, gera empregos e movimenta a economia, para que Mato Grosso continue crescendo de forma sustentável e inclusiva.

Wenceslau Júnior é empresário do setor de material de construção há mais de 40 anos e está desde 2018 como presidente do Sistema Comércio Mato Grosso, formado por Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT



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