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A mala que nunca viaja

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Aquela mala, guardada no alto do armário, cheia de planos que ficaram para depois, nunca viaja.

Grande parte da minha vida ativa passei em deslocamentos.

Todas as semanas ia a Brasília resolver questões ligadas à implantação da nossa universidade federal, durante onze anos.

Antes e depois disso, minhas viagens eram menos frequentes, especialmente quando exerci cargos de secretário de Estado.

O Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras também estavam entre meus destinos.

Nessas viagens de trabalho, sempre levava apenas uma maleta de mão.

Ainda assim, lembrava daquela enorme mala esquecida no alto do armário — a mesma que só havia usado na longa viagem da lua de mel.

Pensei em utilizá-la nas férias com a família, mas só tive aborrecimentos.

Seu peso ultrapassou o limite permitido e precisei pagar taxa extra.

Na esteira da Polícia Federal do aeroporto, tive que abri-la e acabei perdendo duas garrafas de vinho estrangeiro que havia ganhado no Natal.

O pior, porém, foi na nossa chegada: a frustração de não ver a mala.

Lembro-me também da primeira colação de grau dos alunos de Medicina da, hoje, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

Eu fora convidado, como vice-chanceler da universidade, para o ato solene daquela noite.

O avião partia de Cuiabá antes do almoço.

Resolvi embarcar de calça e camisa, despachando na mala minha roupa de gala.

A parada no aeroporto da Base Aérea de Campo Grande foi rapidíssima.

Logo o avião seguiu para São Paulo, seu próximo destino.

Quando cheguei à esteira de desembarque, ela já girava vazia.

Fui ao balcão reclamar.

O funcionário informou que a mala tinha partido para São Paulo, mas garantiu que voltaria no voo da meia noite e seria entregue no meu hotel.

Para comparecer a solenidade, precisei emprestar um blazer escuro e uma gravata.

Essas são as lembranças que guardo daquela mala, no alto do armário do meu quarto.

Gabriel Novis Neves é médico, ex-reitor da UFMT e ex-secretário de Estado



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A força que emprega e arrecada

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Hoje afastando um pouco do meu labor, mas como um curioso e neófito historiador, fiquei muito feliz em saber e passar a conhecer um pouco da história do Comércio de Mato Grosso que dista o inicio do Século XVIII, até ao nosso período atual, demonstrando a grandeza do nosso pujante Estado de Mato Grosso, Estado esse que possuí um PIB superior a muitos países.

O desenvolvimento de Mato Grosso é uma engrenagem complexa, principalmente após a “Marcha para o Oeste”-, nos Anos de 1970 em diante, mas que encontrou no Sistema FECOMÉRCIO/MT — por meio da atuação integrada com SESC e SENAC — um de seus motores mais potentes e humanizados.

Ao analisarmos o atual cenário estadual, percebemos que esta instituição não apenas lidera os índices econômicos, mas compreendeu que o verdadeiro sucesso de uma gestão se mede pela capacidade de transformar riqueza em bem-estar social.

A base dessa transformação é sólida e indiscutível. O setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo carrega hoje a responsabilidade e o orgulho de ser o maior empregador do Estado de Mato Grosso, abrindo as portas do mercado de trabalho e garantindo o sustento de milhares de famílias.

Essa força laboral impulsiona uma engrenagem financeira que coloca o sistema também no topo do ranking como o setor que mais arrecada impostos para os cofres públicos. É, portanto, uma liderança dupla e estratégica: o sistema é quem mais gera oportunidades e quem mais contribui financeiramente para a estrutura do Estado.

No entanto, a frieza dos números econômicos se dissipa quando observamos o retorno humano desse investimento. Toda essa potência de arrecadação e empregabilidade se converteu, recentemente, em um marco histórico através do braço social do SESC: a realização de mais de 30 mil atendimentos odontológicos.

Esse número impressionante simboliza muito mais do que estatísticas de saúde; representa trinta mil sorrisos restaurados, dores aliviadas e dignidade devolvida a trabalhadores e cidadãos que encontraram, na estrutura do sistema, um acolhimento de excelência que muitas vezes não está disponível em outras esferas.

Diante disso, é preciso reconhecer e elogiar o ciclo virtuoso estabelecido pela FECOMÉRCIO/MT. O comércio gera o emprego, a atividade econômica gera a arrecadação recorde, e a gestão eficiente do sistema devolve esses recursos à sociedade em forma de saúde e cuidado.

Parabenizamos a instituição por provar que é possível ser um gigante na economia estadual e, com a mesma intensidade, ser imenso na solidariedade e no cuidado com a nossa gente.

Diante de tamanha efetividade, fica o convite – e, por que não, o desafio – para que outros órgãos de classe e entidades associativas enxerguem no exemplo da FECOMÉRCIO/MT um norte a ser seguido.

É fundamental que as demais instituições que representam setores produtivos compreendam que a representatividade política e os benefícios institucionais que auferem devem vir acompanhados de uma contrapartida social robusta.

Devolver à população uma parte do que se conquista não é apenas um ato de nobreza, mas um dever de quem prospera com o desenvolvimento do estado. Se cada setor replicasse essa lógica de reverter resultados em serviços diretos ao cidadão, construiríamos uma sociedade muito mais Justa e equilibrada.

Yale Sabo Mendes é juiz, mestrando em Ciência Política, e um pouco de historiador neófito



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