Opinião
A Coragem de Ir Além
Opinião
Há um instante na vida em que a pergunta se impõe, silenciosa e inevitável: de que lado eu estou?.
Olho ao redor e percebo dois caminhos. O primeiro, largo e cômodo, é ocupado por uma multidão que acredita ser prisioneira do destino. Gente boa, de essência nobre, mas que se contenta com a ideia de que a vida já nasceu escrita. Não arrisca, não luta. Prefere o conforto de uma história previsível à vertigem do voo.
O segundo caminho é mais estreito. Ali andam poucos, quase invisíveis. São os que ousam melhorar a própria vida e, ao mesmo tempo, estendem a mão para que outros também cresçam. Eles enxergam além do horizonte, sentem a respiração de um infinito possível e se permitem sonhar.
Muitos desistem antes mesmo de tentar. Alegam não ter asas, quando, na verdade, nunca ousaram aprender a voar. Vivem de justificativas, lamentações e saudades de um tempo que não lhes aconteceu — porque não se deram a chance de vivê-lo.
Mas viver é simples e exige coragem. Não se trata de grandes façanhas: basta não se acomodar na ilusão de uma vida parada. Cada pequena vitória carrega uma força imensa, alimenta novas batalhas, fortalece a alma.
E é assim, passo a passo, que a felicidade se torna permanente: quando a gente se recusa a ser apenas mediano.
No fim, tudo se resume a uma escolha íntima: permanecer entre os que assistem à vida passar ou juntar-se aos que ousam transformá-la.
Pensador e Escritor – Wilson Carlos Soares Fuáh – Graduado em Ciências Econômicas – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas
Opinião
A força que emprega e arrecada
Hoje afastando um pouco do meu labor, mas como um curioso e neófito historiador, fiquei muito feliz em saber e passar a conhecer um pouco da história do Comércio de Mato Grosso que dista o inicio do Século XVIII, até ao nosso período atual, demonstrando a grandeza do nosso pujante Estado de Mato Grosso, Estado esse que possuí um PIB superior a muitos países.
O desenvolvimento de Mato Grosso é uma engrenagem complexa, principalmente após a “Marcha para o Oeste”-, nos Anos de 1970 em diante, mas que encontrou no Sistema FECOMÉRCIO/MT — por meio da atuação integrada com SESC e SENAC — um de seus motores mais potentes e humanizados.
Ao analisarmos o atual cenário estadual, percebemos que esta instituição não apenas lidera os índices econômicos, mas compreendeu que o verdadeiro sucesso de uma gestão se mede pela capacidade de transformar riqueza em bem-estar social.
A base dessa transformação é sólida e indiscutível. O setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo carrega hoje a responsabilidade e o orgulho de ser o maior empregador do Estado de Mato Grosso, abrindo as portas do mercado de trabalho e garantindo o sustento de milhares de famílias.
Essa força laboral impulsiona uma engrenagem financeira que coloca o sistema também no topo do ranking como o setor que mais arrecada impostos para os cofres públicos. É, portanto, uma liderança dupla e estratégica: o sistema é quem mais gera oportunidades e quem mais contribui financeiramente para a estrutura do Estado.
No entanto, a frieza dos números econômicos se dissipa quando observamos o retorno humano desse investimento. Toda essa potência de arrecadação e empregabilidade se converteu, recentemente, em um marco histórico através do braço social do SESC: a realização de mais de 30 mil atendimentos odontológicos.
Esse número impressionante simboliza muito mais do que estatísticas de saúde; representa trinta mil sorrisos restaurados, dores aliviadas e dignidade devolvida a trabalhadores e cidadãos que encontraram, na estrutura do sistema, um acolhimento de excelência que muitas vezes não está disponível em outras esferas.
Diante disso, é preciso reconhecer e elogiar o ciclo virtuoso estabelecido pela FECOMÉRCIO/MT. O comércio gera o emprego, a atividade econômica gera a arrecadação recorde, e a gestão eficiente do sistema devolve esses recursos à sociedade em forma de saúde e cuidado.
Parabenizamos a instituição por provar que é possível ser um gigante na economia estadual e, com a mesma intensidade, ser imenso na solidariedade e no cuidado com a nossa gente.
Diante de tamanha efetividade, fica o convite – e, por que não, o desafio – para que outros órgãos de classe e entidades associativas enxerguem no exemplo da FECOMÉRCIO/MT um norte a ser seguido.
É fundamental que as demais instituições que representam setores produtivos compreendam que a representatividade política e os benefícios institucionais que auferem devem vir acompanhados de uma contrapartida social robusta.
Devolver à população uma parte do que se conquista não é apenas um ato de nobreza, mas um dever de quem prospera com o desenvolvimento do estado. Se cada setor replicasse essa lógica de reverter resultados em serviços diretos ao cidadão, construiríamos uma sociedade muito mais Justa e equilibrada.
Yale Sabo Mendes é juiz, mestrando em Ciência Política, e um pouco de historiador neófito
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