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Trecho da Avenida da Prainha será interditado a partir das 19 horas deste sábado para obras do BRT

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A Avenida Tenente Coronel Duarte, Prainha, no sentido Centro–Porto, terá estreitamento de pista para execução de obras de fresagem e recapeamento a partir das 19h, deste sábado (21), no trecho compreendido entre a Avenida Getúlio Vargas e a Estação Ipiranga.

Em razão dos serviços, haverá interdição total em determinados momentos no cruzamento da Avenida Generoso Ponce com a Avenida Tenente Coronel Duarte. O bloqueio será realizado na Avenida Generoso Ponce com a Rua 13 de Junho, devido à interdição da região conhecida como Boca da Onça. A liberação deve ocorrer até as 12h de domingo (22).

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública informa que o bloqueio foi solicitado para dar continuidade às obras do BRT, especificamente para a execução de fresagem e recapeamento das pistas. As intervenções são de responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. O Município de Cuiabá atuará em apoio, disponibilizando agentes de trânsito para garantir a fluidez e a segurança viária.

Embora o fluxo de veículos seja consideravelmente menor no período noturno, a orientação é que os condutores evitem transitar nas proximidades da área interditada, buscando rotas alternativas.

TRAJETOS POSSÍVEIS

Sentido Várzea Grande: seguir pela Rua 13 de Junho até a Rua Major Gama, acessando a Avenida XV de Novembro.

Sentido Santa Casa, Coxipó e CPA: seguir pela Rua Comandante Costa, em seguida pela Rua Campo Grande, retornando à Prainha na região do Morro da Luz.



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Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa de MT e do Centro-Oeste

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Na manhã deste sábado (21), às 8h, a comunidade do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, voltou às suas origens para celebrar um dos marcos mais significativos da história religiosa e cultural de Mato Grosso: os 305 anos da primeira missa celebrada no Centro-Oeste brasileiro.

A data remete a 21 de fevereiro de 1721, quando o padre Jerônimo Botelho celebrou a primeira eucaristia em solo mato-grossense, em um território ainda em formação, antes mesmo da construção de um templo. O gesto marcou o início da evangelização na região e se tornou um símbolo da formação espiritual e identitária do povo cuiabano.

Uma memória que virou lei

O reconhecimento histórico ganhou força institucional em 2025, quando o prefeito Abilio Jacques Brunini Moumer sancionou a Lei nº 7.242, que instituiu o dia 21 de fevereiro como data comemorativa oficial no calendário do município. A medida consolidou a celebração como patrimônio simbólico da capital.

Para o secretário municipal de Orçamento, Nivaldo de Almeida Carvalho Júnior, prestigiar o evento é “mais do que uma honra; é um dever como agente público, cuiabano e católico”. Ele destacou que a atual gestão compreende a religiosidade como parte da alma do povo cuiabano. “A cidade caminha para seus 307 anos e, apenas dois anos após sua fundação, já havia uma igreja. Isso mostra o quanto a fé foi determinante para o destino e a identidade da nossa história”, afirmou, ressaltando que o reconhecimento oficial fortalece a preservação da memória para as futuras gerações.

A celebração foi presidida pelo padre Raul Felipe da Cruz Berto, que fez questão de reconstruir, historicamente, a liturgia celebrada em 1721. Cerca de 60 pessoas participaram da missa, número que reforça o caráter comunitário da celebração e aponta para o potencial de crescimento nos próximos anos.

Em sua homilia, ele explicou que pesquisou o calendário litúrgico da época para compreender quais leituras foram proclamadas naquela primeira missa. “Celebrar os 305 anos é voltar às nossas origens e entender aquilo que constitui o ser cuiabano: fé, devoção e entrega a Jesus Cristo. Quando redescobrimos nosso ponto de partida, compreendemos melhor quem somos hoje”, afirmou.

Entre os textos proclamados em 1721 estava a passagem da Segunda Carta aos Coríntios, com a exortação: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que se manifesta a força de Cristo”. Para o sacerdote, a frase pode ter se tornado um lema espiritual para aquele povo isolado, que aguardava há anos a presença de um padre para celebrar os sacramentos.

O Evangelho recordado foi a Parábola do Semeador, no trecho do Evangelho de Lucas. A imagem da semente lançada à terra serviu como metáfora da própria história regional. “Aqui foi plantada uma semente. E essa semente frutificou. O que começou em um chão simples, antes mesmo de existir igreja, espalhou-se por todo o oeste brasileiro”, disse o padre.

Ao final da celebração, ele avaliou o momento como extremamente positivo, destacando a presença de pessoas que conheceram a importância da data pela primeira vez. Também agradeceu ao prefeito e aos poderes públicos pelo reconhecimento jurídico do marco da nossa história. “Quando o poder público reconhece oficialmente essa data, ele ajuda a garantir que essa memória não se perca”, pontuou.

Tradição mantida

Embora a igreja atual tenha sido construída apenas em 13 de dezembro de 1825, conforme documento existente na Cúria Metropolitana, o local já era referência espiritual muito antes disso. Segundo o coordenador do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), Francisco das Chagas Rocha, a preservação da celebração ganhou força a partir de 1971, por iniciativa de Adolfo Vilela de Miranda, que passou a organizar, todos os anos, uma reza na data exata de 21 de fevereiro, “fizesse sol ou chuva”.

A tradição foi assumida pela comunidade e atravessou gerações.

Entre os fiéis, o sentimento era de pertencimento e gratidão. Aos 103 anos, o senhor Gregório Fernandes Pedroso emocionou os presentes. “Representa uma renovação e o compromisso de não falhar com a nossa fé. Sinto-me renovado e com muita alegria por estar aqui”, afirmou.

Moradora há décadas, dona Celeste Soares de Oliveira, 68 anos, falou com orgulho da própria trajetória no bairro. “Nasci, cresci e estou aqui até hoje. Participar desta missa traz uma sensação maravilhosa. É momento de gratidão por cada ano de vida e por tudo que Deus nos concede”.

Oreliano Soares de Oliveira, 77 anos, que frequenta a igreja desde 1966, reforçou que a data “não pode ser esquecida; precisa ser sempre lembrada”. Já Abner Amâncio Ferreira, 71, destacou que o 21 de fevereiro é um dia de valorização da comunidade.

Para Antônio Virgílio da Silva, também morador antigo, a retomada da tradição ajuda a fortalecer o turismo histórico da região, mas precisa caminhar junto com a preservação ambiental, especialmente do rio Coxipó do Ouro, considerado um dos maiores patrimônios naturais locais.

Patrimônio e identidade

A principal referência religiosa da região é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, também conhecida como antiga Penha de França, onde as missas ocorrem no primeiro e terceiro sábado de cada mês. Outras capelas históricas, como a de Nossa Senhora da Penha de França (Coxipó Mirim) e a da comunidade Ponte de Ferro, compõem o roteiro de fé que atravessa o território.

Ao final da celebração, foram distribuídas lembranças comemorativas aos participantes, um gesto simples, mas simbólico, para eternizar o momento.

Mais do que um ato litúrgico, a celebração dos 305 anos reafirmou que a história de Cuiabá não se construiu apenas com marcos políticos e econômicos, mas também com espiritualidade, resistência e comunidade.

Como na parábola recordada na homilia, a semente lançada há três séculos encontrou terra fértil. E continua produzindo frutos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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