Cidades
Operação VEM DIESEL identifica aumento sem justificativa e autua postos em Cuiabá
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Uma força-tarefa nacional realizada na sexta-feira (27) mobilizou órgãos de defesa do consumidor e de fiscalização para verificar possíveis aumentos injustificados nos preços dos combustíveis. Em Cuiabá, a ação resultou na autuação de dois postos após a constatação de elevação irregular nos valores praticados nas bombas.
Batizada de Operação VEM Diesel, a iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor, com participação da Polícia Federal, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Procons estaduais e municipais. A fiscalização ocorreu simultaneamente em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, com foco no combate a práticas abusivas contra o consumidor.
A operação reforça uma linha de atuação que já vinha sendo intensificada em Cuiabá. No último dia 19, o Procon notificou os 151 postos de combustíveis da capital para que apresentassem justificativas formais sobre aumentos recentes nos preços. A medida foi adotada após denúncias de reajustes aplicados antes mesmo da aquisição de combustíveis mais caros, o que contraria as regras do setor.
Na capital mato-grossense, equipes do Procon Municipal estiveram em campo e lavraram autos de infração em dois estabelecimentos. De acordo com a secretária adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges, foi identificado aumento de cerca de R$ 0,20 no preço da gasolina comum e do diesel, sem que houvesse elevação correspondente no valor de compra junto às distribuidoras.
“A nossa atuação busca garantir segurança ao consumidor. O aumento de preços só pode ocorrer quando há, de fato, alteração nos fatores que compõem o valor final do combustível, como a variação cambial, o custo de aquisição junto às distribuidoras e despesas como o frete”, destacou Mariana.
Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o aumento de preços é considerado irregular quando ocorre sem justa causa, ou seja, sem relação com a elevação dos custos na cadeia produtiva. A legislação prevê que o fornecedor não pode obter vantagem excessiva ao repassar reajustes ao consumidor.
Para identificar esse tipo de prática, os órgãos analisam documentos como notas fiscais de compra e venda, histórico de preços e custos operacionais. A escolha dos postos fiscalizados nesta etapa foi feita com base em dados do setor de inteligência da ANP.
A fiscalização no setor de combustíveis deve continuar nas próximas semanas, com novas ações presenciais e análise documental. A orientação aos consumidores é que denunciem suspeitas de irregularidades aos órgãos de defesa, contribuindo para coibir abusos e fortalecer a transparência nas relações de consumo.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
Projeto testa seis espécies de mandiocas com objetivo de fortalecer a cadeia alimentar
Equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Agricultura realizaram, na quinta-feira (2), a colheita e o replantio de mandioca em uma área experimental instalada na Vitrine Tecnológica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho e Agricultura (SDTA), em Cuiabá, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, onde o projeto é desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. Já foram realizadas três colheitas desde a implementação do projeto, apresentando bons resultados. O produto colhido tem sido destinado, por meio de doação, ao Hospital do Câncer, em Cuiabá.
A atividade integra um experimento agronômico voltado ao cultivo de seis espécies de mandioca, sendo Camanducaia, Liberata, São Félix, Juína, Broto Branco e BRS 429, visando ao fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca na Baixada Cuiabana, onde a cultura é considerada uma das principais atividades agrícolas. O experimento é desenvolvido no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. No local, tem apresentado bons resultados.
Wanderlei Aparecido dos Santos, engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura, explicou que as várias espécies cultivadas têm como objetivo multiplicar e distribuir opções aos pequenos produtores.
“A espécie Camanducaia é uma variedade que se tornou dominante por ser precoce, pois permite a colheita entre 4 e 6 meses após o plantio e, consequentemente, gera renda mais rápida. Mas tem desvantagens, pois não serve para produção de farinha (por ter pouco amido) e também não pode ficar muito tempo no solo. Com isso, os produtores perdem a possibilidade de produzir farinha e de ter mandioca disponível o ano todo. Não é o caso da variedade Liberata, que é boa para farinha, mas mais demorada para colheita”, explicou o profissional.
De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, o objetivo é testar e expandir outras variedades que permitam tanto a produção de farinha quanto o armazenamento no solo, garantindo renda contínua e fortalecendo a cultura alimentar local.
O replantio ocorre no mesmo espaço onde ocorreu a colheita, já visando à demonstração no período da Expoagro 2026. Também foram repassadas técnicas de plantio, entre elas o espaçamento entre as manivas (mudas que são cortadas da haste/pé da mandioca) e o seu tamanho.
Renda para o produtor
Além de seu papel estratégico na segurança alimentar, a mandioca contribui para a geração de renda da agricultura familiar e para o abastecimento dos mercados locais. Nesse contexto, a iniciativa avalia alguns desafios da produção, como as condições climáticas e solos de média e baixa fertilidade, o que acaba exigindo adaptação de outras tecnologias. Também possibilita observar o desempenho agronômico dos diferentes genótipos, incluindo variedades tradicionais, já utilizadas por produtores locais, e cultivares melhoradas desenvolvidas por instituições de pesquisa. Nesse trabalho, o experimento é conduzido pelo engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura da SDTA, Pedro Mello Damasceno.
O projeto também prevê a formação de um banco de germoplasma a campo, com a finalidade de ampliar a difusão de materiais mais produtivos e resilientes. Conduzido em condições controladas, o estudo busca comparar o desempenho produtivo, a adaptação às condições locais, a resistência a fatores bióticos e as características físico-químicas das variedades analisadas.
Os resultados obtidos deverão subsidiar produtores, técnicos e gestores públicos na tomada de decisões, contribuindo para o aumento da eficiência produtiva, sustentabilidade e inovação no cultivo da mandioca na região.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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