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Agricultura

O agro é uma benção

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Agricultura


Por José Nascimento*

Imagem: assessoria

Acabei de assistir na TV e ler nos sites a seguinte notícia, tendo como fonte a Conab: “A safra de grãos do Brasil no ciclo 2024/2025 deve ser recorde, com 325,7 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este é um aumento de 9,4% em relação à temporada anterior”.

Eu sou apaixonado pelos temas da agricultura. Nasci na roça e vivi em meio a plantações de milho, soja e ainda pomares de pêssego, ameixa e maçã no Sul do Paraná, sem contar da criação de gado (levei muito ‘corridão’ de boi bravo). Eu estava arrancando feijão quando fui me inscrever no vestibular.

Como estagiário de jornalismo, na década de 1990, minha primeira matéria foi sobre o agro, quando o segmento ainda não tinha essa designação. Mais tarde, pelo CBN Campo e Globo Rural, foi marcante contar a história das 100 milhões de toneladas colhidas; um recorde, lá na década de 90. Hoje, 30 anos depois, quando o Brasil prevê 325 milhões de toneladas para 2025, 9,47% a mais do que em 2024, observo feliz o crescimento e protagonismo do setor na economia brasileira. 

Mas o que fazer para continuar nesse ritmo de crescimento? 

As lideranças do agronegócio descobriram há muito tempo que o segredo é cooperativismo, inovação e tecnologia e muito, muito trabalho. Aliás, essa energia os nossos agricultores têm de sobra. 

Agora, olhando, especialmente para os produtores rurais, daqui pra frente eles precisam ter atenção redobrada em alguns temas, como: questões climáticas, uso de novas tecnologias, busca de maior produtividade, redução de custos de produção, diversificação e otimização dos recursos da empresa rural. A agricultura de precisão, com os drones indo para a roça, georreferenciamento, modernos equipamentos na atividade rural e até a inteligência artificial como aliada, são essenciais para estes novos tempos, onde nossa agricultura é modelo para o mundo. 

Bom que isso já vem se tornando realidade na roça e nos noticiários do setor, que ainda costumo assistir. Os mais observadores já perceberam que até “dress code” do agricultor mudou. Basta espiar que no Globo Rural, por exemplo, é cada vez menos bota furada, calça rasgada (só se for estilo) e camisa desbotada. O Agro Pop só se for de chapéu de grife e camisa de jacaré, entre outras. Nascimento – isso é uma crítica? De maneira nenhuma, é uma constatação louvável e positiva. Se o dono do campo faz gestão da lavoura do seu apartamento com ar condicionado ou de um confortável escritório numa cidade grande, o agricultor menor ou trabalhador rural hoje tem todo o conforto em sua residência. Aliás, até mesmo o perfil deste profissional mudou muito nos últimos anos, quando saiu de um universo de analfabeto, para entrar no grupo dos talentos da modernidade, pois tudo é high tech na roça moderna. 

Se de um lado, da inovação e tecnologia, vamos muito bem obrigado, os líderes rurais precisam também, cada vez mais, ficar atentos para os pilares da boa gestão. Como está o acompanhamento dos custos, a visão empresarial da propriedade, o planejamento estratégico (de curto, médio e longo prazo), a gestão de pessoas, o diálogo com os clientes e fornecedores? Outro assunto que precisa estar na prancheta é a sucessão familiar. Primeiramente, trabalhar para convencer os mais jovens que o campo é sim um negócio promissor e que dos bancos das faculdades podem vir boas soluções que, com a experiência das primeiras gerações, pode gerar ótimos frutos. Hoje em dia, já temos bons exemplos da união de esforços, sem contar que a roça está bem hi-tech. Falta de recursos e precariedade, só nas histórias dos mais antigos. 

Falando em liderança, no meu último livro escrevo sobre as características do que chamo de LÍDER 7.0, que faço questão de abrir para vocês. Nos parágrafos anteriores tratei das competências e meios técnicos e  agora, das competências emocionais necessárias para o exercício de uma liderança atual e de resultados, super conectada com as “soft skills”. Quem é este LÍDER 7.0:

  1. Líder Ético, Justo e que tem Propósito;
  2. Líder Humilde, Aprendiz e Servidor;
  3. Líder Estratégico, tem autoridade e é de Resultados;
  4. Líder Construtor e Ambidestro;
  5. Líder Criativo, Inovador e Motivador;
  6. Líder Verdadeiro, Paciente e Criador de Talentos; 
  7. Promotor do ESG, da Liderança e da Felicidade.

Dizem que o ano novo começa no Brasil depois do Carnaval, então feliz ano novo com esta informação supersafra e boa tendência no mercado internacional.

*José Nascimento é apaixonado pela roça. Também é professor de pós-graduação, jornalista, consultor, palestrante e escritor.
Contato para palestras e treinamentos – 41 992701011

Fonte: Pensar Agro



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Agricultura

Acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado no próximo sábado

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O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve ser oficialmente assinado no próximo sábado (20.12), encerrando um processo de negociação que se arrasta há cerca de 25 anos e abrindo caminho para a formação de um dos maiores espaços econômicos integrados do mundo.

A assinatura ocorre em um momento estratégico para o Brasil, que ocupa neste semestre a presidência rotativa do Mercosul e colocou a conclusão do entendimento com os europeus como prioridade diplomática. O pacto envolve um mercado potencial de aproximadamente 722 milhões de consumidores e economias que, somadas, respondem por cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Durante encontro com jornalistas à margem da Cúpula de Líderes do G20, em Joanesburgo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a relevância do acordo, classificando-o como um marco para o comércio internacional. Segundo ele, embora a assinatura não represente efeitos imediatos plenos, o entendimento cria as bases para ampliar fluxos comerciais e investimentos entre os dois blocos.

O acordo prevê a formalização de dois instrumentos. O primeiro, de natureza econômico-comercial, terá aplicação provisória após a assinatura. O segundo corresponde ao tratado completo, cuja entrada em vigor depende de um longo processo de ratificação nos parlamentos dos países envolvidos.

No lado europeu, o texto já foi encaminhado ao Parlamento Europeu e aos governos nacionais. Para avançar, será necessária a aprovação por maioria qualificada dos eurodeputados e, posteriormente, a ratificação de pelo menos 15 dos 27 países da União Europeia, que representem ao menos 65% da população do bloco. Esse trâmite pode levar vários anos.

No Mercosul, o processo também exige aprovação legislativa, mas com uma diferença relevante: a entrada em vigor ocorre de forma individual, sem a necessidade de aguardar a ratificação simultânea dos quatro países membros.

Apesar do avanço institucional, o acordo enfrenta resistências, especialmente na França. O país, um dos maiores produtores de carne bovina da União Europeia, tem se posicionado de forma crítica, alegando preocupações ambientais e questionando os padrões de produção agrícola e industrial do Mercosul.

O governo brasileiro rebate essas críticas, argumentando que parte da oposição europeia tem caráter claramente protecionista. Para o Brasil, eventuais mecanismos de salvaguarda adotados pela União Europeia precisam respeitar estritamente os termos e o espírito do acordo firmado.

Nos últimos anos, agricultores europeus promoveram protestos contra o tratado, temendo aumento da concorrência de produtos sul-americanos, especialmente carne bovina, com preços mais competitivos. A Comissão Europeia, por sua vez, nega que o acordo fragilize os padrões sanitários ou ambientais do bloco.

Para os defensores do pacto dentro da União Europeia, o acordo com o Mercosul ganha ainda mais relevância no atual contexto geopolítico. A iniciativa é vista como uma forma de diversificar parceiros comerciais, reduzir a dependência da China — sobretudo em minerais estratégicos — e compensar perdas comerciais decorrentes de políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos nos últimos anos.

Além disso, o Mercosul é percebido como um mercado em expansão para produtos industriais europeus, como automóveis, máquinas e insumos químicos, ao mesmo tempo em que pode se consolidar como fornecedor confiável de minerais essenciais à transição energética, como o lítio utilizado em baterias.

No campo agrícola, o acordo também amplia o acesso de produtos europeus ao mercado sul-americano, com redução tarifária para itens como queijos, vinhos e carnes processadas, reforçando a integração entre dois dos maiores polos produtivos do mundo.

Com a assinatura, o acordo entra em sua fase decisiva, na qual os desafios deixam de ser diplomáticos e passam a ser políticos e legislativos. Ainda assim, a formalização do tratado marca um passo histórico na relação entre Mercosul e União Europeia e reposiciona ambos os blocos no tabuleiro do comércio global.

Fonte: Pensar Agro



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