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Agricultura

A Revista Pensar Agro destaca sustentabilidade e inovação no campo

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Agricultura


Já está no ar a nova edição da Revista Pensar Agro, que traz como matéria de capa um dos maiores paradoxos do século XX: como o Brasil conseguiu se consolidar como potência agrícola sem abrir mão da preservação ambiental.

Com menos de 8% de seu território destinado à agricultura, o país mantém preservados mais de 66% de seus ecossistemas originais. Nas propriedades rurais, produtores conservam entre 50% e 80% de suas áreas, garantindo equilíbrio hídrico e climático ao mesmo tempo em que alcançam alta produtividade. Esse modelo, que alia produção em larga escala e conservação, coloca o Brasil como referência global em sustentabilidade no agronegócio.

A edição também apresenta a coluna Agro Arábia, com artigo assinado pelo Dr. Abdullah Belhaif Al Nuaimi, presidente do Conselho Consultivo e professor em Sharjah (Emirados Árabes Unidos), além de professor honorário da Universidade Heriot-Watt (Reino Unido). No texto “Hora de Construir Cidades Proativas”, ele propõe uma reflexão sobre os desafios urbanos diante das mudanças climáticas, defendendo cidades resilientes, inclusivas e capazes de antecipar crises.

Completam o conteúdo artigos de colunistas nacionais e internacionais, que analisam questões estratégicas da cadeia produtiva do agronegócio, oferecendo ao leitor uma visão crítica, ampla e atualizada sobre os rumos do setor.

Acesse agora a revista e tenha uma leitura enriquecedora e inspiradora:

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro



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Agricultura

Acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado no próximo sábado

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O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve ser oficialmente assinado no próximo sábado (20.12), encerrando um processo de negociação que se arrasta há cerca de 25 anos e abrindo caminho para a formação de um dos maiores espaços econômicos integrados do mundo.

A assinatura ocorre em um momento estratégico para o Brasil, que ocupa neste semestre a presidência rotativa do Mercosul e colocou a conclusão do entendimento com os europeus como prioridade diplomática. O pacto envolve um mercado potencial de aproximadamente 722 milhões de consumidores e economias que, somadas, respondem por cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Durante encontro com jornalistas à margem da Cúpula de Líderes do G20, em Joanesburgo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a relevância do acordo, classificando-o como um marco para o comércio internacional. Segundo ele, embora a assinatura não represente efeitos imediatos plenos, o entendimento cria as bases para ampliar fluxos comerciais e investimentos entre os dois blocos.

O acordo prevê a formalização de dois instrumentos. O primeiro, de natureza econômico-comercial, terá aplicação provisória após a assinatura. O segundo corresponde ao tratado completo, cuja entrada em vigor depende de um longo processo de ratificação nos parlamentos dos países envolvidos.

No lado europeu, o texto já foi encaminhado ao Parlamento Europeu e aos governos nacionais. Para avançar, será necessária a aprovação por maioria qualificada dos eurodeputados e, posteriormente, a ratificação de pelo menos 15 dos 27 países da União Europeia, que representem ao menos 65% da população do bloco. Esse trâmite pode levar vários anos.

No Mercosul, o processo também exige aprovação legislativa, mas com uma diferença relevante: a entrada em vigor ocorre de forma individual, sem a necessidade de aguardar a ratificação simultânea dos quatro países membros.

Apesar do avanço institucional, o acordo enfrenta resistências, especialmente na França. O país, um dos maiores produtores de carne bovina da União Europeia, tem se posicionado de forma crítica, alegando preocupações ambientais e questionando os padrões de produção agrícola e industrial do Mercosul.

O governo brasileiro rebate essas críticas, argumentando que parte da oposição europeia tem caráter claramente protecionista. Para o Brasil, eventuais mecanismos de salvaguarda adotados pela União Europeia precisam respeitar estritamente os termos e o espírito do acordo firmado.

Nos últimos anos, agricultores europeus promoveram protestos contra o tratado, temendo aumento da concorrência de produtos sul-americanos, especialmente carne bovina, com preços mais competitivos. A Comissão Europeia, por sua vez, nega que o acordo fragilize os padrões sanitários ou ambientais do bloco.

Para os defensores do pacto dentro da União Europeia, o acordo com o Mercosul ganha ainda mais relevância no atual contexto geopolítico. A iniciativa é vista como uma forma de diversificar parceiros comerciais, reduzir a dependência da China — sobretudo em minerais estratégicos — e compensar perdas comerciais decorrentes de políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos nos últimos anos.

Além disso, o Mercosul é percebido como um mercado em expansão para produtos industriais europeus, como automóveis, máquinas e insumos químicos, ao mesmo tempo em que pode se consolidar como fornecedor confiável de minerais essenciais à transição energética, como o lítio utilizado em baterias.

No campo agrícola, o acordo também amplia o acesso de produtos europeus ao mercado sul-americano, com redução tarifária para itens como queijos, vinhos e carnes processadas, reforçando a integração entre dois dos maiores polos produtivos do mundo.

Com a assinatura, o acordo entra em sua fase decisiva, na qual os desafios deixam de ser diplomáticos e passam a ser políticos e legislativos. Ainda assim, a formalização do tratado marca um passo histórico na relação entre Mercosul e União Europeia e reposiciona ambos os blocos no tabuleiro do comércio global.

Fonte: Pensar Agro



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